PT divulga carta a evangélicos e afirma que governos do partido nunca se opuseram às igrejas
há 12 horas
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O Partido dos Trabalhadores divulgou uma carta direcionada ao público evangélico na qual afirma que os governos da legenda nunca se opuseram às igrejas e sempre mantiveram uma postura de respeito e reconhecimento à importância da Igreja Evangélica. O documento foi apresentado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado após a Marcha para Jesus em São Paulo.
Na mensagem, o partido destacou ações relacionadas à liberdade religiosa adotadas durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as medidas mencionadas estão leis voltadas ao livre exercício dos cultos, iniciativas para facilitar a criação de igrejas, o reconhecimento da música gospel como patrimônio cultural e a instituição de datas nacionais ligadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.
A carta também registra apoio à continuidade do projeto político liderado pelo presidente Lula. No documento, os signatários manifestam apoio à manutenção do projeto democrático e popular conduzido pelo atual chefe do Executivo.
Outro ponto abordado foi a relação entre religião e política. O texto afirma que o compromisso apresentado não nasce do uso eleitoral da fé e menciona o entendimento do presidente de que não se deve tirar proveito político de algo considerado sagrado.
O documento evita tratar de temas relacionados à pauta de costumes e procura destacar pontos de convergência entre os governos petistas e as igrejas. A iniciativa ocorre em um momento em que o partido e o governo federal buscam ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico.
Durante o encontro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que toda crença religiosa deve ser respeitada e declarou que a fé não deve ser utilizada como instrumento para disputas político-eleitorais. O evento foi organizado pelo Setorial Nacional Inter-religioso do PT, pelo Núcleo Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT e pela Fundação Perseu Abramo.
A carta foi divulgada poucos dias após a realização da Marcha para Jesus e faz referência à importância do diálogo com as instituições religiosas. O documento encerra com uma mensagem em favor da democracia, da soberania, da paz, da esperança e do bem comum.
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