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Putin confirma criação de "zona de segurança" inegociável dentro da Ucrânia; faixa de 660 km tem 70% sob controle russo

há 6 horas
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Reprodução
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira (16) que seu país está estabelecendo uma "zona de segurança" dentro do território da Ucrânia, ao longo da fronteira entre os dois países. Em pronunciamento transmitido pela televisão, vestido com uniforme militar durante visita a um posto de comando, Putin reforçou que a área não será objeto de negociação em nenhuma conversa futura com as autoridades ucranianas. A iniciativa foi apresentada como resposta direta à incursão militar que a Ucrânia promoveu na região russa de Kursk, entre os anos de 2024 e 2025, quando tropas ucranianas avançaram sobre território russo.

"As Forças Armadas russas receberam a missão não apenas de expulsar o inimigo do nosso território, mas também de estabelecer uma zona de segurança na área adjacente. Essa tarefa está sendo cumprida com sucesso", afirmou o presidente. Segundo ele, o propósito da medida é garantir "segurança absoluta" às regiões fronteiriças da Rússia para o futuro. A decisão de excluir a questão da pauta de eventuais negociações de paz sinaliza que a Rússia considera a faixa de terra como conquista consolidada, independentemente de pressões externas ou de propostas de cessar-fogo que possam surgir.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, detalhou posteriormente que a zona de segurança deverá estender-se por aproximadamente 660 quilômetros ao longo da divisa. Desse total, cerca de 70% já se encontram sob controle das forças russas, o que indica que a maior parte da linha pretendida já foi alcançada no terreno. Não foram divulgadas informações sobre a população que vive na área, as cidades incluídas ou a forma como será administrada a região que passa a ser considerada zona de proteção russa. A Ucrânia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio, que altera a perspectiva de qualquer acordo territorial.

A declaração de Putin reafirma a postura de que a Rússia não recuará de áreas conquistadas e transforma a fronteira em uma linha de domínio militar ampliado. Ao apresentar a medida como irreversível, o presidente russo estabelece um obstáculo adicional a esforços diplomáticos que possam vir a ser feitos por terceiros para mediar o fim da guerra. A operação militar para consolidar e expandir o controle sobre a faixa segue em andamento, sem que haja indicação de quando será considerada concluída.

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