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Putin deve intensificar ofensiva na Ucrânia apesar da pressão dos EUA por negociações de paz

  • há 56 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende intensificar a guerra na Ucrânia nos próximos meses, apesar das tentativas dos Estados Unidos de estimular negociações para encerrar o conflito. A avaliação foi feita por três fontes ouvidas pela Reuters, segundo as quais o líder russo não considera este o momento adequado para um acordo de paz.

De acordo com as fontes, Putin acredita que a posição militar da Rússia permanece favorável e avalia que novos avanços no campo de batalha podem fortalecer o poder de negociação de Moscou no futuro. A expectativa é de que a ofensiva seja ampliada, mesmo diante dos esforços diplomáticos conduzidos pelos Estados Unidos para aproximar as partes.

Nos últimos dias, autoridades americanas voltaram a defender uma solução negociada para a guerra. O presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio manifestaram apoio à continuidade das iniciativas voltadas ao fim do conflito, mas, segundo o Kremlin, ações que ampliem a capacidade militar da Ucrânia tendem a dificultar esse objetivo.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o aumento dos ataques ucranianos em território russo reforça a necessidade de Moscou ampliar sua chamada "zona de segurança". Segundo ele, a escalada militar torna mais difícil alcançar uma solução negociada no curto prazo, embora o governo russo ainda afirme esperar que os esforços de mediação dos Estados Unidos possam ser retomados futuramente.

As fontes ouvidas pela Reuters afirmam que os recentes ataques de drones ucranianos contra infraestrutura russa contribuíram para endurecer a posição de Putin em relação às negociações. Com isso, a perspectiva é de continuidade e possível intensificação das operações militares, enquanto permanecem as incertezas sobre quando poderão ser retomadas conversas efetivas para um acordo de paz.

Gazeta de Varginha

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