Píton de mais de 3 metros encontrada em rua de Goiás foi dada como presente ao criador, diz polícia
29 de abr.
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Reprodução
Uma píton de mais de três metros que foi filmada “passeando” por uma rua em Aruanã, no noroeste de Goiás, havia sido dada como presente ao homem que se apresentou como dono do animal, segundo a Polícia Civil. A cobra foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e, posteriormente, apreendida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema).
De acordo com o delegado Luziano de Carvalho, o homem afirmou ser biólogo e disse que criava a cobra há cerca de sete anos. Ele relatou que ganhou o animal de uma mulher que não foi localizada pela polícia. O nome do suspeito não foi divulgado, e sua defesa não foi encontrada.
Segundo a investigação, o biólogo alegou que havia deixado a píton na casa de uma amiga em Aruanã porque faria uma apresentação em um aniversário. De acordo com essa versão, o animal fugiu do local, o que resultou no episódio em que foi visto circulando pela rua.
Após ser resgatada, a cobra chegou a ser devolvida ao homem, mas acabou sendo apreendida posteriormente em Anápolis. O criador apresentou um documento de autorização para manter o animal, supostamente emitido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, porém, segundo o delegado, o documento não possui validade legal.
A Polícia Civil destacou que apenas o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis pode autorizar a criação desse tipo de animal. O homem foi ouvido e liberado, enquanto as autoridades seguem investigando se há outros animais silvestres sob posse dele ou na região.
O delegado afirmou que a introdução de espécies no país sem autorização configura crime ambiental, com pena de até um ano de detenção e multa que pode chegar a 360 salários mínimos. Ele também ressaltou que o impacto ambiental pode ser grave, já que a píton não é nativa e pode causar desequilíbrio ao ecossistema.
A cobra foi capturada às margens do Rio Araguaia e encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, que deve destiná-la a um zoológico. A origem exata do animal ainda é investigada, e a polícia avalia possíveis riscos ambientais relacionados à presença da espécie na região.
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