top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Quase mil peixes morrem na Lagoa da Pampulha em quatro dias: 'calor fora do normal'

De acordo com meteorologistas, o calor deve continuar até domingo (19)


Funcionários recolhem animais na Lagoa da Pampulha. FOTO: Itatiaia

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) recolheu, entre domingo (12) a noite dessa quarta-feira (15), 961 peixes mortos na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. O dado foi informado à Itatiaia nesta quinta (16) pelo diretor de Gestão de Águas Urbanas da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura da capital, Ricardo Aroeira. Ele classifica o cenário como 'atípico' e diz que apenas o fim da onda de calor e a chegada da chuva podem acabar com o problema.

“Enquanto esse calor fora do normal não diminuir, enquanto a chuva não começar e aumentar o volume da água da lagoa, peixes vão morrer. Esse calor é uma ameaça aos animais e à saúde humana”, explicou. De acordo com meteorologistas, o calor deve continuar até domingo (19). Contudo, nesta quinta-feira (16), a previsão indica possibilidade de pancadas de chuva rápida. “Mas essas chuvas não serão suficientes para amenizar o calor”, informou Claudemir Azevedo. A temperatura mínima foi de 27 °C e a máxima estimada é de 38 °C.

Entenda a morte dos peixes

Ricardo Aroeira explica que a morte dos peixes está relacionada à onda de calor. Somam-se a ela o pouco volume de chuvas, o que faz com que o nível da água do reservatório da lagoa fique baixo e a diluição de poluentes muito reduzida. “Sem as chuvas significantes, temos um volume menor de água na lagoa e uma maior concentração de poluentes. Isso faz com que o oxigênio na água diminua, podendo levar à morte dos animais”, acrescentou. A poluição de um dos principais cartões postal da cidade é um problema antigo de Belo Horizonte. “São encontrados peixes mortos diariamente, mas não de forma tão significativa. São recolhidos cerca de dois animais em determinado ponto”, acrescentou Ricardo. Dessa vez, de acordo com Ricardo, os peixes foram encontrados espalhados pelos 18 quilômetros da lagoa. Ele explicou que a tilápia é a espécie dominante no local e, por isso, são os peixes recolhidos. Cheiro forte

“Vi mais de 300 peixes mortos”, contou o administrador de empresas e maratonista Romeu Drummond Caldeira, de 50 anos, que corre pela orla desde 2016. Nessa quarta-feira (15), ele foi surpreendido por um cheiro muito forte e por centenas de animais sem vida em um dos principais cartões postais da capital mineira. Romeu, que pratica o esporte no local três vezes na semana, contou que treinou por oito quilômetros pela manhã. “O percurso que fiz foi do Marco Zero, próximo à Toca da Raposa I, até a Igrejinha, próximo ao Parque Guanabara. Nesse percurso, vi inúmeros peixes mortos”, contou.

Perto da Igreja da Pampulha e do Parque Guanabara, os funcionários trabalhavam em um bote, e afirmaram que mais de 200 peixes mortos foram recolhidos só no período da manhã.

FONTE: ITATIAIA

Commentaires


bottom of page