Radioterapia é interrompida em hospital de MG após quebra de máquina importada da Inglaterra
- 11 de jan. de 2024
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Ao menos 54 pacientes com câncer são tratados diariamente no setor da Santa Casa de Alfenas (MG). Referência em saúde, a cidade atende outros 26 municípios do Sul de Minas.
A Santa Casa de Alfenas paralisou temporariamente o serviço de radioterapia para pacientes com câncer após a única máquina usada para o tratamento quebrar na segunda-feira (8). A previsão, segundo a instituição, é que até a próxima segunda (15) o atendimento seja normalizado.
Pelo menos 54 pessoas são tratadas diariamente no setor de Radioterapia do Centro de Oncologia do hospital. A cidade é referência em saúde e atende pacientes de outros 26 municípios do Sul de Minas.

O problema se desdobrou após o acelerador linear, aparelho essencial para a realização da radioterapia, parar de funcionar. Importado da Inglaterra, o equipamento é descrito pela instituição como altamente complexo e sensível, composto por milhares de componentes eletroeletrônicos.
Fernando José Ribeiro Risso, médico radioterapeuta responsável, explica que ao identificarem a falha na máquina, a empresa fabricante foi acionada. Apesar das tentativas remotas de ajuste, a intervenção presencial de um engenheiro foi necessária.

Esta não é a primeira vez que a Santa Casa enfrenta uma situação semelhante. No entanto, Risso assegura que a instituição realiza investimentos consideráveis em manutenção preventiva para evitar tais interrupções.
A máquina usada no tratamento passa por manutenções programadas de acordo com o agendamento do fabricante para exatamente prevenir falhas como essas. Porém, segundo o médico, problemas inesperados podem ocorrer.
“Os pacientes são orientados no dia em que ocorre algum problema que o aparelho não está funcionando e eles ficam aguardando essa manutenção. [...] Quando voltam a tratar, eles passam em consulta. Todos os pacientes são consultados semanalmente por mim, com problema na máquina ou não, e eles são orientados se existe um prejuízo ou não [no tratamento]”.
"Não tem prejuízo para o paciente. Existe um cálculo matemático que a gente faz para avaliar se precisa haver complementação desse tratamento ou não, justamente para não ocorrer prejuízo. Então, através desse cálculo matemático, a gente avalia se precisa complementar o tratamento do paciente ou não", completou o médico.







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