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Recém-nascida morre horas após parto em Varginha, e família registra boletim de ocorrência e pede investigação sobre atendimento médico

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma recém-nascida morreu horas após o parto na maternidade do Hospital Regional do Sul de Minas, em Varginha, na segunda-feira (10). A família registrou um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica e pediu investigação sobre o atendimento prestado à mãe durante a gestação e no parto. Segundo a declaração de óbito, a criança morreu em decorrência de asfixia grave e síndrome de aspiração de mecônio, relacionada à aspiração das primeiras fezes do bebê.

A mãe, Lívia Salgado Tavares Silva, relatou que procurou o hospital cerca de 15 dias antes do parto após perceber perda de líquido. Segundo ela, a equipe avaliou que não havia perda de líquido e a encaminhou para casa.

Lívia retornou à maternidade na madrugada de segunda-feira, quando começou a sentir contrações. Ela afirmou que estava com cerca de dois centímetros de dilatação e que uma médica solicitou uma cardiotocografia para acompanhar os batimentos cardíacos do bebê e as contrações.

Segundo a mãe, outro médico avaliou o exame e identificou alterações nos batimentos, recomendando uma cesariana. Ainda de acordo com o relato, foi solicitado outro exame antes do procedimento. Posteriormente, a equipe teria identificado alteração nos batimentos e presença de mecônio, realizando o parto cesáreo.

Após o nascimento, a bebê apresentou parada cardiorrespiratória. A equipe realizou manobras de reanimação e, após estabilização, a recém-nascida foi encaminhada à UTI neonatal e intubada. Conforme o boletim de ocorrência, ela permaneceu algumas horas na unidade, mas evoluiu a óbito.

A família também questionou a demora para a realização do parto e o atendimento prestado anteriormente, quando a gestante teria procurado o hospital após perceber perda de líquido.

O boletim de ocorrência deverá ser encaminhado à Polícia Civil, que poderá avaliar a abertura de investigação para apurar as circunstâncias da morte e verificar se houve alguma falha no atendimento. Em nota, o Hospital Regional do Sul de Minas informou ter recebido com tristeza a notícia da morte da recém-nascida e manifestou solidariedade à família. A instituição afirmou que o caso está sendo cuidadosamente analisado para compreender toda a evolução do atendimento e identificar oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento.

O hospital informou ainda que, por respeito à paciente, à família e ao sigilo previsto na legislação, não comentará detalhes clínicos do caso. A instituição afirmou que a análise será conduzida de forma responsável e baseada nos fatos.

Até o momento, a suspeita apresentada pela família não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade pelo óbito. A apuração deverá considerar os registros médicos e demais informações relacionadas ao atendimento prestado à mãe e à bebê.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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