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Relatório do Congresso dos EUA acusa China de operar instalações no Brasil com possível uso militar

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Um relatório divulgado por uma comissão bipartidária do Congresso dos Estados Unidos acusa a China de manter instalações na América Latina que poderiam ter uso militar. Entre os pontos citados no documento estão duas estruturas localizadas no Brasil, que, segundo parlamentares norte-americanos, podem integrar uma rede estratégica de coleta de dados e apoio tecnológico às forças armadas chinesas.

O dossiê foi elaborado por uma comissão criada em 2023 com a finalidade de desenvolver estratégias para enfrentar a expansão econômica e militar da China. O relatório afirma que Pequim tem ampliado sua presença na América Latina por meio de parcerias científicas e tecnológicas que, segundo os congressistas, poderiam servir para mascarar uma infraestrutura com finalidade estratégica ou militar.

O documento recebeu o título “China em nosso quintal dos fundos: volume 2 – Puxando a América Latina para a Órbita da China” e sustenta que essas instalações podem atuar como centros de coleta de dados estratégicos e apoiar o Exército Popular de Libertação, as forças armadas chinesas. De acordo com a análise apresentada, essa infraestrutura poderia oferecer vigilância constante e fornecer o chamado “sistema de orientação terminal necessário para armamentos avançados”, capaz de auxiliar na orientação de armas modernas com grande precisão.

Entre os locais mencionados no relatório estão duas estruturas situadas em território brasileiro. A primeira seria a Estação Terrestre de Tucano, localizada no estado da Bahia. A instalação foi viabilizada por um contrato firmado em 2020, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro, envolvendo a startup brasileira Alya Nanossatélites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology, que atua no setor espacial.

O segundo ponto citado no relatório é um laboratório voltado à radioastronomia na Serra do Urubu, no sertão da Paraíba. Segundo os parlamentares norte-americanos responsáveis pelo documento, essas unidades poderiam fazer parte de uma rede de infraestrutura espacial chinesa na América Latina.

O relatório afirma que, embora as iniciativas sejam apresentadas publicamente como cooperação científica e tecnológica, elas poderiam contribuir para ampliar a capacidade militar da China em cenários de conflito futuro. De acordo com os congressistas, tais estruturas teriam potencial para coletar dados estratégicos e fortalecer sistemas de vigilância e orientação utilizados em armamentos modernos.

No documento, os parlamentares também demonstram preocupação com o avanço da influência chinesa na região. O relatório afirma que os Estados Unidos tradicionalmente consideram a América Latina parte de sua “esfera de influência”, e que o crescimento da presença chinesa poderia alterar o equilíbrio estratégico no continente.

As alegações fazem parte de um debate mais amplo sobre a disputa geopolítica entre Estados Unidos e China por influência global, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia espacial, telecomunicações e infraestrutura científica. Até o momento, o relatório apresenta as acusações e análises feitas pelos parlamentares norte-americanos, sem que o documento apresente conclusões definitivas sobre o uso militar das instalações mencionadas.

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Gazeta de Varginha

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