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Relação entre Trump e Netanyahu tem altos e baixos; apoio americano ainda é incerto para eleições de outubro

há 2 horas
1 min de leitura

Reprodução
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A relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, passou de forte aliança a tensões públicas. Em fevereiro de 2025, Netanyahu chamou Trump de "o melhor amigo que Israel já teve". Em julho de 2026, o próprio admitiu que há "diferenças táticas". Trump não fez endosso formal a nenhum candidato para as eleições israelenses de 27 de outubro, apesar de já ter dito que "provavelmente apoiaria" Netanyahu. A hesitação vem de divergências sobre como encerrar os conflitos no Irã e no Líbano e da queda de popularidade de Netanyahu nas pesquisas.

Em junho, Trump chegou a dizer que Netanyahu estaria "na prisão se não fosse por mim". O desentendimento girou em torno da pressão americana por trégua com o Irã, que incluía o fim de ataques no Líbano — algo que Netanyahu resistiu. Enquanto Washington busca um acordo que possa apresentar como vitória, o premiê israelense precisa mostrar resultados militares ao eleitorado. A confiança dos israelenses em Trump caiu: de 63% em 2024 para 41% em maio de 2026. Em 2019, Netanyahu usou a parceria com Trump intensamente na campanha; hoje, a estratégia já não funciona da mesma forma. A oposição também busca se aproximar de Washington, pedindo neutralidade. Não apoiar deixa Trump com influência sobre Netanyahu, mantendo o apoio como "carta na manga".

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