Renan Santos apresenta propostas e faz críticas a cotas, facções e Donald Trump em sabatina
há 22 horas
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O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, foi o segundo entrevistado da série de sabatinas da CNN Brasil com os presidenciáveis. Durante a entrevista, realizada na quinta-feira (3), Renan apresentou propostas para segurança pública e educação, defendeu o fim das cotas raciais, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o Brasil precisa discutir uma nova Constituição.
Ao tratar do crime organizado, Renan defendeu que integrantes de facções criminosas rivais sejam mantidos juntos nos presídios. Como exemplo, citou o modelo adotado em El Salvador. Segundo o candidato, integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) poderiam ser colocados na mesma unidade, cabendo aos agentes penitenciários impedir confrontos entre os detentos.
O candidato também propôs a criação de 300 mil vagas em presídios, com unidades capazes de abrigar 30 mil detentos. Questionado sobre o risco de grandes penitenciárias contribuírem para a formação de novas organizações criminosas, como ocorreu com o PCC em presídios de São Paulo, Renan afirmou que outros países possuem grandes cadeias sem enfrentar necessariamente esse problema e defendeu uma atuação mais rígida contra o crime.
Ainda no tema da segurança, Renan foi questionado sobre sua declaração de que não deveria haver funk nas escolas. Ele citou a contragosto o pensamento de Karl Marx para argumentar que determinados conteúdos culturais podem funcionar como instrumentos de propaganda de organizações criminosas. O candidato afirmou, porém, que sua proposta não seria direcionada especificamente ao funk, mas a qualquer música que faça apologia ao crime.
Na área da educação, Renan declarou ser contrário às cotas raciais e classificou o sistema como injusto. Ele defendeu uma transição de cinco anos até o fim das cotas e afirmou que o foco das políticas públicas deveria estar na formação dos estudantes desde a infância. Entre as propostas apresentadas estão medidas para premiar famílias pelo desempenho escolar dos filhos e ampliar oportunidades educacionais.
Renan também anunciou Paulo Cruz como seu escolhido para comandar o Ministério da Educação caso seja eleito. Segundo o candidato, Cruz seria responsável por implementar as mudanças defendidas em seu plano de governo, que inclui maior cobrança por resultados nas escolas e medidas voltadas à alfabetização e ao aprendizado das crianças.
Durante a sabatina, o candidato ainda fez críticas a Donald Trump. Ao ser questionado sobre para qual chefe de Estado ligaria caso chegasse à Presidência, Renan respondeu que procuraria primeiro sua mãe e afirmou que Trump não seria sua escolha. O candidato disse que o presidente americano estaria se comportando de maneira inadequada nas eleições e, ao tratar de questões ambientais e do agronegócio, afirmou que Trump deveria ser “colocado no lugar dele”.
Outro tema abordado foi a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Renan defendeu a elaboração de uma nova Constituição e afirmou que o próximo governo não deveria aceitar determinadas decisões de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O candidato também relacionou sua proposta de mudança constitucional ao que considera problemas do atual sistema político e do Judiciário.
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