Rio Grande do Sul investiga caso suspeito de ebola na Região Metropolitana de Porto Alegre
12 de jun.
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Reprodução
A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul investiga um caso suspeito de doença pelo vírus ebola envolvendo um homem de 64 anos que retornou recentemente de Uganda, país da África Oriental.
O paciente procurou atendimento em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após apresentar sintomas compatíveis com doenças infecciosas. Em razão do histórico recente de viagem e dos critérios clínicos observados, as autoridades adotaram imediatamente as medidas previstas nos protocolos nacionais de vigilância e resposta.
Durante a investigação, foi realizado um teste rápido para malária, que apresentou resultado positivo para Plasmodium falciparum. Com isso, o tratamento específico para a doença foi iniciado prontamente. Apesar da identificação da malária como principal hipótese diagnóstica, a possibilidade de infecção pelo vírus ebola ainda não foi descartada.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o descarte definitivo dependerá dos exames laboratoriais realizados pelo laboratório nacional de referência, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até a divulgação dos resultados, o caso continuará sendo acompanhado pelas autoridades sanitárias.
Os protocolos de vigilância incluem medidas de assistência e biossegurança, além da comunicação às autoridades federais de saúde. Equipes especializadas acompanham a evolução do caso e monitoram as pessoas que tiveram contato com o paciente.
O episódio ocorre em meio ao reforço da vigilância em razão do surto de ebola registrado em países africanos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou orientações relacionadas às febres hemorrágicas virais após a Organização Mundial da Saúde classificar a situação envolvendo surtos na República Democrática do Congo e em Uganda como uma emergência de saúde pública de importância internacional.
Nas últimas semanas, outros casos suspeitos também foram investigados no Brasil. Em São Paulo, pacientes com histórico de viagem a regiões afetadas pela doença passaram por protocolos semelhantes, sem que houvesse confirmação da infecção até o momento.
As autoridades reforçam que a investigação segue em andamento e que, até agora, não há confirmação laboratorial de ebola no caso acompanhado no Rio Grande do Sul.
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