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Rússia aceita retomar negociações com EUA e Ucrânia no próximo mês; foco será sistema de segurança pós-conflito

há 1 dia
2 min de leitura

Reprodução
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou nesta quarta-feira (21) disposição em retomar negociações com os Estados Unidos e a Ucrânia já no próximo mês, com o objetivo de buscar um acordo para encerrar o conflito. A informação foi confirmada pelo assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, após encontro entre Putin e o enviado especial americano, Steve Witkoff, em Moscou. As conversas diretas entre as partes estavam interrompidas desde fevereiro deste ano. A nova rodada deverá concentrar-se na elaboração de um sistema de segurança que atenda tanto à Rússia quanto à Ucrânia para o período posterior ao fim das hostilidades.

Witkoff relatou a Putin os resultados de sua passagem por Oslo, na Noruega, onde havia se reunido na véspera com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro norueguês e o presidente da Finlândia. Segundo Ushakov, o enviado americano apresentou "novas abordagens e pontos" defendidos por Kiev e pelos europeus, embora a avaliação russa seja de que não havia nessas propostas muito conteúdo considerado útil para a resolução da crise. A reunião em Moscou estendeu-se por quase três horas, sinalizando a amplitude dos temas abordados.

Além da guerra na Ucrânia, os dois líderes trataram da implementação do acordo firmado em 9 de outubro entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê o fornecimento de diesel russo aos mercados americano e mundial. A pauta também incluiu a situação envolvendo o Irã: Putin reforçou que considera possível e necessário chegar a entendimentos diplomáticos com Teerã, classificado pela Rússia como parceiro estratégico. "O potencial diplomático está longe de se esgotar", declarou, reafirmando a disposição de Moscou em mediar soluções políticas para a crise iraniana.

A posição russa de aceitar o diálogo ocorre num momento em que a diplomacia internacional tenta reativar canais de entendimento entre as partes em conflito. A proposta de um sistema de segurança compartilhado coloca em discussão garantias para ambos os lados, tema que deverá ser central nas conversas que se seguem. Aguardam-se agora confirmações de datas, locais e participantes efetivos da rodada de negociações que deve reunir representantes dos três países.

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