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Rússia ataca porto de Izmail e navios em Odessa; lança 580 drones e deixa três mortos em Kirovohrad; Ucrânia abate 536 aparelhos

há 1 hora
2 min de leitura

Reprodução
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A Rússia executou uma série de ataques simultâneos contra infraestrutura e território ucraniano na madrugada desta quinta-feira (15). O Ministério da Defesa russo informou ter atingido o porto de Izmail, na região de Odessa, além de dois navios de carga — um no estuário do Rio Bug e outro no porto de Chornomorsk. Segundo Moscou, as embarcações eram usadas para fins militares e transportavam suprimentos destinados às Forças Armadas da Ucrânia. A operação marítima foi acompanhada por um bombardeio massivo por drones sobre regiões do interior do país, atingindo áreas que costumavam ser menos frequentemente alvo de ataques.

O ataque mais intenso recaiu sobre a região de Kirovohrad, no centro da Ucrânia, onde mais de 360 drones atingiram 26 localidades diferentes. O governador Andriy Raikovych classificou a ofensiva como a maior já registrada em seu território desde o início da guerra e informou que três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas. "O inimigo atingiu deliberadamente infraestruturas críticas, empresas de transporte, instalações logísticas e residências", denunciou. A Força Aérea da Ucrânia confirmou que, no total, a Rússia lançou 580 drones durante a noite, dos quais 536 foram abatidos pelas defesas antiaéreas.

A dimensão dos números revela a escala da ofensiva: mesmo com a grande maioria dos aparelhos interceptados, dezenas de drones atingiram alvos em solo, causando destruição generalizada em áreas residenciais e econômicas. O bombardeio ocorreu nas mesmas horas em que a Ucrânia executava o ataque a uma refinaria de petróleo em Ryazan, na Rússia — operação que Zelensky justificou como retaliação à ausência de reciprocidade russa na suposta trégua energética anunciada por Donald Trump. O presidente ucraniano havia suspendido os ataques a instalações energéticas por três dias a pedido dos Estados Unidos, mas decidiu retomá-los ao constatar que a Rússia não havia interrompido seus bombardeios.

A sequência de eventos aprofunda a incerteza sobre a validade de qualquer acordo de paz. Enquanto Trump declarou no fim de semana que uma trégua no setor de energia estava em vigor, nem Moscou nem Kiev confirmaram formalmente o entendimento. Os ataques desta madrugada — vindos dos dois lados — demonstram que os combates prosseguem em ritmo acelerado. A situação no Mar Negro também permanece instável: portos e rotas de navegação continuam sendo alvos prioritários, o que mantém sob pressão o escoamento de mercadorias e a segurança de embarcações que cruzam as águas da região.

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