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Rússia bombardeia Kiev com mísseis e drones após saída de enviados dos EUA

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

A Rússia voltou a atacar Kiev na madrugada desta terça-feira (8), poucas horas depois da saída dos enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner da capital ucraniana. A ofensiva, realizada com mísseis e drones, deixou mortos e feridos, provocou incêndios e danificou edifícios residenciais e outras estruturas na cidade.

Segundo autoridades ucranianas, os ataques atingiram diferentes áreas do país, com Kiev e a região de Odessa entre os principais alvos. Em Kiev, destroços de mísseis atingiram um edifício residencial de cinco andares e outro bloco de três pavimentos. Pelo menos 14 prédios, além de um alojamento estudantil, uma escola, uma clínica e galpões, foram danificados. Moradores chegaram a ficar presos em um dos edifícios atingidos.

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 166 drones e 32 mísseis de cruzeiro durante a ofensiva, além de mísseis balísticos. Segundo os militares ucranianos, 142 drones, 31 dos 32 mísseis de cruzeiro e dois mísseis balísticos foram abatidos. A ofensiva também atingiu outras regiões do país.

O número de vítimas foi atualizado ao longo da manhã. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou inicialmente que havia feridos na capital. Posteriormente, autoridades ucranianas confirmaram mortes e novos feridos em decorrência dos ataques.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, associou o novo ataque ao momento diplomático vivido entre os dois países. Segundo ele, a ofensiva ocorreu depois da partida dos negociadores americanos. Nas redes sociais, Sybiha afirmou que “os mísseis balísticos falam mais alto que as palavras sobre diplomacia” e pediu maior pressão internacional sobre Moscou, além do envio de interceptadores para reforçar a defesa aérea ucraniana.

Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que os ataques tinham como alvo instalações militares e logísticas em Kiev, na região ao redor da capital e no porto de Chornomorsk, no Mar Negro.

A nova ofensiva ocorreu após uma pausa nos ataques durante a visita dos enviados americanos à Ucrânia. Witkoff e Kushner haviam passado também por Moscou, onde se reuniram com o presidente russo, Vladimir Putin, antes de seguirem para Kiev para conversar com o presidente Volodymyr Zelensky. As reuniões não produziram um avanço decisivo para encerrar a guerra.

Apesar da ausência de um acordo, Zelensky afirmou nesta terça-feira que os enviados americanos apresentaram algumas ideias que considerou positivas e que Kiev e Washington concordaram em trabalhar sobre elas. O presidente ucraniano também disse que representantes da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Europa deverão se reunir novamente para preparar uma nova rodada de negociações.

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Gazeta de Varginha

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