Rússia critica apoio do Reino Unido à Ucrânia e diz que medida dificulta avanço para a paz
há 2 horas
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Ilustrativo
A Rússia criticou nesta segunda-feira (24) a decisão do Reino Unido de fornecer à Ucrânia informações confidenciais relacionadas a componentes britânicos utilizados na produção de mísseis de longo alcance. Para Moscou, a medida representa uma escalada e “joga lenha na fogueira” do conflito.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, chegou a Kiev em sua primeira viagem internacional desde que assumiu o cargo. Durante a visita, ele deve anunciar novas medidas de apoio à Ucrânia para ajudar o país a ampliar sua produção doméstica de mísseis de longo alcance.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o Reino Unido estaria atuando ao lado do governo ucraniano e acusou Londres de dificultar qualquer avanço em direção a um possível acordo de paz.
Segundo Peskov, o governo britânico estaria adotando medidas de forma sistemática para impedir progressos nas negociações e na busca por uma solução pacífica para o conflito.
O porta-voz também afirmou que as forças russas estão reunindo informações para localizar instalações utilizadas pela Ucrânia na produção de mísseis. Segundo ele, esses locais seriam posteriormente alvos de ataques russos.
A tensão entre Moscou e Londres aumentou na semana passada, quando a Rússia alertou o Reino Unido sobre possíveis “consequências” relacionadas ao fornecimento de drones à Ucrânia. A reação ocorreu após um relatório indicar que drones produzidos no Reino Unido haviam sido utilizados pela primeira vez em ataques de longo alcance contra território russo.
Burnham afirmou anteriormente que o Reino Unido mantém o compromisso de apoiar integralmente a Ucrânia diante do que classificou como uma guerra ilegal. A visita a Kiev e o anúncio de novas medidas de cooperação reforçam a posição britânica de apoio ao governo ucraniano.
A troca de declarações ocorre enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia continua, com Moscou criticando o aumento do apoio militar ocidental a Kiev e países europeus mantendo medidas de assistência ao governo ucraniano.
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