Saída de Lewandowski do Ministério da Justiça é dada como iminente no governo
6 de jan.
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A saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já é tratada como iminente por integrantes do governo federal. De acordo com fontes do Palácio do Planalto, o anúncio oficial é esperado para a próxima quinta-feira (8).
Desde o período do Natal, Lewandowski tem conversado com auxiliares mais próximos sobre a possibilidade de deixar o comando da pasta em breve. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tentou convencer o ministro a permanecer no cargo, mas as tratativas não avançaram.
Até que haja uma definição sobre o substituto, a tendência é que o Ministério da Justiça e Segurança Pública fique sob comando interino do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto. Nos bastidores, chegou a ser cogitada a permanência de Lewandowski até a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional.
Auxiliares do governo, no entanto, avaliam que não faria sentido aguardar a tramitação de uma proposta que acabou sendo desfigurada durante as discussões no Legislativo. Segundo esses relatos, o texto perdeu o eixo central de coordenação da União e passou a integrar, de forma mais ampla, as atribuições dos estados.
Secretários da pasta ouvidos sob reserva afirmam que devem acompanhar a saída do ministro, mas se colocam à disposição para colaborar com a transição até o fim do mês. Outros integrantes da equipe já planejavam deixar os cargos, uma vez que pretendem disputar as eleições.
A avaliação interna é de que a troca no comando pode abrir espaço para uma reformulação mais ampla da equipe ministerial. Paralelamente, o governo estuda o desmembramento da atual pasta, com a possível criação do Ministério da Segurança Pública. A principal dúvida é se a mudança será efetivada ainda neste mandato ou se ficará como uma promessa para a campanha eleitoral.
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