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Segurança alimentar no carnaval: especialistas alertam sobre higiene e riscos de intoxicação

  • 28 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura
Segurança alimentar no carnaval: especialistas alertam sobre higiene e riscos de intoxicação
Divulgaão
A escolha correta dos ingredientes e a higiene no preparo dos alimentos são fatores essenciais para garantir a segurança alimentar, alerta a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Segundo Ângela Vieira, diretora de Vigilância em Alimentos e Vigilância Ambiental da SES-MG, seguir as boas práticas da Vigilância Sanitária evita contaminações e problemas de saúde.

Boas práticas na alimentação
Além de utilizar ingredientes frescos e armazená-los corretamente, é fundamental que os manipuladores sigam normas rígidas de higiene, como o uso de toucas, aventais e luvas, além de evitar acessórios e manter cabelos presos.

Ieda de Sousa Santiago, conhecida como "Dindinha", seguiu essas diretrizes ao abrir seu próprio negócio de cachorro-quente, após anos de experiência em restaurantes. Seu cuidado com higiene e qualidade garantiu o prêmio de melhor cachorro-quente de Santa Luzia em 2023. “Prefiro manipular os alimentos diariamente, mesmo dando trabalho, para garantir a segurança dos meus clientes”, conta.

Riscos no carnaval
Com a chegada da folia, especialistas recomendam atenção redobrada à alimentação para evitar intoxicações e desidratação. “O maior risco está no consumo de alimentos ou bebidas de origem duvidosa. É importante verificar a higiene do local antes de comprar”, alerta Gilmar Rodrigues, coordenador do Programa de Vigilância das Doenças Transmissíveis Agudas da SES-MG.

Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) são preocupações constantes, podendo causar diarreia, vômito e, em casos mais graves, atingir órgãos como rins e fígado. Dados da SES-MG indicam aumento no número de casos e óbitos relacionados a essas doenças entre 2023 e 2024.

Números alarmantes
Em 2023, Minas Gerais registrou 659.673 casos e 539 óbitos por DDA. Em 2024, os números cresceram para 810.812 casos e 576 mortes. Além disso, foram registrados 752 surtos de DTHA entre 2022 e 2024, sendo 289 apenas em 2024.

Os agentes mais frequentes nessas contaminações são a salmonella spp, escherichia coli e norovírus, com surtos ocorrendo em residências, estabelecimentos comerciais e eventos sociais.

A população pode acessar diretrizes de segurança alimentar nos sites da Vigilância Sanitária Estadual e da Anvisa.
Fonte: Agencia Minas

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Gazeta de Varginha

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