Serial killer que cometeu 16 homicídios na Paraíba é preso vestido de mulher
há 4 horas
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Foto: Polícia Civil da Paraíba
A Polícia Civil da Paraíba prendeu um homem de 33 anos investigado por uma série de homicídios na região do Vale do Mamanguape. A prisão ocorreu em Mulungu, no litoral do estado, após uma operação integrada das forças de segurança que durou cerca de 48 horas. No momento em que foi localizado, o suspeito estava vestido com roupas femininas, usando peruca e carregando uma criança de colo, segundo as autoridades.
Identificado como Jorlan Lopes da Silva, o homem é investigado por diferentes assassinatos cometidos na região. Fontes policiais citadas por veículos que acompanharam o caso apontam que ele é suspeito de participação em 16 homicídios ocorridos em aproximadamente três meses. A Polícia Civil, porém, afirmou à CNN que investiga diversos assassinatos atribuídos ao homem e não havia especificado inicialmente o número exato de crimes.
A prisão aconteceu no domingo (13), durante uma operação que envolveu as Polícias Civil e Militar da Paraíba. Os agentes receberam informações sobre o paradeiro do suspeito e montaram um cerco na região. Após mais de um dia de buscas, ele foi localizado quando tentava deixar o município.
Segundo os policiais envolvidos na ação, Jorlan utilizava roupas femininas e estava acompanhado de uma criança de colo em uma tentativa de dificultar sua identificação e escapar da abordagem. A estratégia, no entanto, não impediu que ele fosse reconhecido e preso.
Contra o homem havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. A investigação apura a participação dele em homicídios registrados principalmente no Vale do Mamanguape. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, ele também é apontado como integrante de uma organização criminosa descrita pela Polícia Civil como ultraviolenta.
Durante o interrogatório, Jorlan teria afirmado aos investigadores que participou de um número muito maior de homicídios ao longo da vida. Segundo relatos divulgados pela polícia, ele declarou ter cometido o primeiro assassinato quando tinha 13 anos e afirmou ter participado de aproximadamente 80 mortes.
Esse número, entretanto, ainda não foi confirmado pela investigação. As autoridades apuram quais dos crimes mencionados pelo suspeito podem ser comprovados por evidências e relacionados diretamente a ele.
A polícia também investiga as circunstâncias dos homicídios atribuídos ao homem e sua possível ligação com uma organização criminosa. O objetivo é confrontar as declarações feitas durante o interrogatório com provas reunidas nas investigações dos assassinatos ocorridos na região.
Jorlan permanece preso enquanto as investigações continuam. A Polícia Civil busca esclarecer a quantidade de crimes efetivamente relacionados ao suspeito e verificar as informações apresentadas por ele durante o depoimento.
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