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Sociólogo Jessé Souza publica vídeo com declarações antissemitas ao relacionar caso Epstein ao “lobby judaico”

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O escritor e sociólogo Jessé Souza publicou um vídeo nas redes sociais com declarações consideradas antissemitas ao associar o caso do financista Jeffrey Epstein ao que chamou de “lobby judaico”, e posteriormente apagou a postagem após a repercussão negativa.

No vídeo originalmente publicado no Instagram, Souza afirmou que “Epstein é o produto mais perfeito do sionismo judaico” e declarou que o magnata “não só foi financiado pelo lobby judaico [...], mas o sionismo é a força motriz por trás de todos os crimes que foram cometidos”, segundo o conteúdo divulgados pela reportagem.

Jeffrey Epstein foi um empresário americano condenado por crimes sexuais e que morreu em 2019 enquanto estava preso. Ele e sua ex-namorada Ghislaine Maxwell foram investigados por comandar uma rede internacional de exploração e tráfico sexual de menores.

Após a repercussão das declarações, Jessé Souza retirou o vídeo do ar na segunda-feira (9). Em função do episódio, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) emitiu uma nota lamentando que o sociólogo tenha usado sua projeção acadêmica e presença nas redes como “plataforma para disseminação de conceitos carregados de ódio contra judeus”.

Segundo a Conib, as falas de Souza associaram de forma generalizada as ações de Epstein a judeus como grupo étnico-religioso ao usar termos como “sionismo judaico”, “lobby judaico”, “supremacismo judaico” e ao distorcer referências históricas, chegando a afirmar que o Holocausto teria sido “cafetinado pelo sionismo”. A entidade afirmou ainda que ele substituiu o conteúdo original por outro vídeo no qual agora demoniza os “sionistas”, termo que se refere à defesa da autodeterminação do povo judaico e do direito a um Estado.

Em nota à reportagem, o próprio Jessé Souza afirmou que não teria acusado indivíduos ou coletividades diretamente, mas uma “estrutura de poder”, e que percebeu ter cometido um erro ao “não separar devidamente as expressões ‘lobby sionista’ e ‘judaico’”. Souza afirmou ainda que “o vídeo foi retirado do ar assim que percebeu o erro” e que repudia toda forma de discriminação.

A repercussão do caso gerou críticas da comunidade judaica e reacendeu debates sobre antissemitismo e uso de termos que associam coletividades religiosas ou étnicas a atos criminosos. Organizações e instituições ligadas ao combate ao antissemitismo destacam a importância de distinguir a crítica política ou ideológica da propagação de estereótipos que atribuem responsabilidade coletiva por ações de indivíduos.

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Gazeta de Varginha

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