STF autoriza soltura de desembargador investigado por vazamento de informações sigilosas
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice, investigado no âmbito da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.
A decisão foi divulgada no sábado (31). Segundo a assessoria do STF, a prisão preventiva do magistrado foi substituída por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Macário Júdice integra o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e havia sido preso em dezembro de 2025, durante a segunda fase da operação.
A investigação apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas relacionadas a procedimentos policiais envolvendo o ex-deputado estadual conhecido como TH Joias, no Rio de Janeiro.
A prisão do desembargador ocorreu como desdobramento de uma investigação que também atingiu Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A substituição da prisão por medidas cautelares modifica a situação processual do investigado, mas não representa absolvição nem encerramento das apurações.
Outro ponto mencionado após a decisão envolve a situação de Rodrigo Bacellar.
De acordo com o advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa do ex-deputado, Moraes também teria determinado a transferência de seu cliente da penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para o sistema prisional fluminense.
O defensor informou, entretanto, que ainda não havia recebido detalhes sobre o local de destino.
Até a divulgação das informações, o STF não havia confirmado publicamente os detalhes dessa transferência.
A Operação Unha e Carne integra um conjunto de investigações sobre possíveis irregularidades no acesso e na divulgação de informações protegidas por sigilo judicial ou policial.
Os procedimentos seguem sujeitos à análise da Justiça e às garantias legais asseguradas aos investigados.
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