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Sul de Minas pode liderar mercado florestal com superárvores descobertas pela UFLA

  • 5 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma pesquisa conduzida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Lavras (PPGEF/UFLA) está abrindo novos caminhos para a seleção de árvores com alto desempenho em produtividade. Com base em uma análise genética detalhada, os resultados preliminares já demonstram uma grande variabilidade produtiva entre os materiais coletados, permitindo identificar os exemplares mais promissores para diferentes finalidades florestais.
Entre os destaques estão espécies como Pinus elliottii e Pinus caribaea, que apresentaram diferenças significativas tanto no crescimento quanto na produção de resina.
De acordo com a pós-doutoranda Lavínia Barbosa Oliveira, envolvida diretamente no estudo, foi possível observar comportamentos distintos entre os indivíduos analisados. “Já observamos que alguns materiais produzem mais resina e que outros se destacam em crescimento, o que nos permite recomendar diferentes tipos de árvores conforme o interesse produtivo”, explica.
Com essa diversidade de desempenho, os pesquisadores já conseguem indicar quais materiais são mais adequados para a produção de resina, quais se destacam na produção de madeira e quais oferecem um equilíbrio entre ambas as finalidades, possibilitando atender diferentes nichos de mercado.
Essa versatilidade é estratégica para o setor florestal, que depende de informações científicas para planejar seus plantios e otimizar o retorno econômico.

Outro dado relevante que fortalece os resultados da pesquisa é o índice de herdabilidade – ou seja, a capacidade dessas características produtivas serem transmitidas para a próxima geração de árvores. Os valores obtidos foram médios a altos, o que sinaliza que os materiais selecionados têm grande chance de manter o desempenho superior em novos plantios, contribuindo para programas de melhoramento genético com resultados mais consistentes a longo prazo.
Esses avanços reforçam o papel da ciência aplicada na engenharia florestal, permitindo que o setor produtivo se baseie em dados genéticos confiáveis para aprimorar a eficiência das plantações, tanto na produção de matéria-prima quanto na sustentabilidade dos recursos.
Fonte:UFLA

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Gazeta de Varginha

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