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SUS pode oferecer ainda este ano vacina injetável para prevenção do HIV; entenda como vai funcionar

  • 28 de jul.
  • 2 min de leitura
SUS pode oferecer ainda este ano vacina injetável para prevenção do HIV; entenda como vai funcionar
Divulgação/O Ministério da Saúde vai solicitar a incorporação da PrEP injetável ao SUS. O medicamento, aplicado a cada dois meses, pode ampliar a prevenção contra o HIV e facilitar a adesão ao tratamento. A proposta ainda será analisada pela Conitec.
Ministério da Saúde quer incorporar PrEP injetável ao SUS para ampliar prevenção ao HIV.

O Ministério da Saúde deve encaminhar, na próxima semana, à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) o pedido para que a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável passe a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que, caso seja aprovada, a nova tecnologia possa começar a ser disponibilizada ainda este ano.

O medicamento escolhido é o carbotegravir, que impede a replicação do vírus HIV e oferece proteção prolongada, sendo aplicado por injeção a cada dois meses.

Conitec avaliará a proposta
Antes de ser incorporado ao SUS, o medicamento passará pela análise da Conitec, órgão responsável por avaliar a eficácia, segurança e custo-benefício de novas tecnologias para a rede pública de saúde.

Embora a comissão emita uma recomendação técnica, a decisão final sobre a incorporação cabe ao Ministério da Saúde.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o governo negocia com a farmacêutica GSK o valor final do medicamento e a quantidade de doses que serão adquiridas. De acordo com o ministro, a empresa apresentou uma proposta considerada adequada para viabilizar a oferta na rede pública.

Medicamento foi escolhido pelo custo e eficácia
O Ministério da Saúde informou que também avaliou a possibilidade de incorporar o lenacapavir, medicamento que oferece proteção por até seis meses.

No entanto, segundo Padilha, o custo apresentado pela fabricante foi considerado incompatível com a realidade do sistema público brasileiro, o que inviabilizou a negociação.

Apesar de o Brasil ter participado dos estudos clínicos do medicamento, o país ficou fora do acordo internacional que permite a produção de versões genéricas para distribuição em mais de 120 países.

PrEP oral continuará disponível
Atualmente, o SUS já oferece gratuitamente a PrEP oral, composta por comprimidos de uso diário para pessoas com maior risco de exposição ao HIV.
Desde a implantação da estratégia, mais de 350 mil pessoas tiveram acesso ao tratamento preventivo.

Injeção pode aumentar adesão ao tratamento
A principal vantagem da versão injetável é facilitar o cumprimento do tratamento, já que elimina a necessidade de tomar comprimidos diariamente.

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com cerca de 1,4 mil participantes em seis cidades brasileiras, mostrou que 83% dos voluntários preferiram a aplicação injetável. Além disso, 94% compareceram às unidades de saúde dentro do prazo previsto para receber as doses, mantendo a proteção contra o vírus durante todo o acompanhamento. Nenhum dos participantes foi infectado pelo HIV.

Outro levantamento, divulgado pelas farmacêuticas responsáveis pelo desenvolvimento do medicamento, apontou uma taxa anual de infecção de apenas 0,1%, reforçando a alta eficácia da PrEP injetável na prevenção da doença.

A proposta agora aguarda análise técnica da Conitec antes da decisão final sobre sua incorporação ao Sistema Único de Saúde.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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