Terremoto de magnitude 5 atinge Tibete uma semana após avalanche histórica
há 1 dia
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Um terremoto de magnitude 5 atingiu o Tibete, na China, nesta quinta-feira (3), cerca de uma semana após uma grande avalanche provocar mortes e destruição na região próxima à fronteira com o Nepal. O tremor foi registrado pelo Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) e ocorreu a 10 quilômetros de profundidade. Segundo os primeiros registros, não havia informações sobre novas vítimas ou danos provocados pelo abalo.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também confirmou o terremoto e localizou o epicentro na região de Xizang, no oeste da China, próximo à fronteira com a Índia. O ponto do tremor fica a cerca de 100 quilômetros da fronteira do Tibete com o Nepal. A profundidade de 10 quilômetros é considerada rasa para um terremoto.
O novo abalo ocorreu enquanto equipes de emergência continuam mobilizadas para atender às consequências das fortes enchentes e deslizamentos registrados na região na semana passada. As operações de busca e recuperação permanecem em andamento, com dificuldades provocadas pela chuva, pelas condições instáveis das encostas e pela elevação dos rios.
Na área afetada pelo desastre anterior, a China informou que 21 pessoas haviam morrido no lado tibetano e que 541 permaneciam desaparecidas. Entre os desaparecidos estavam cidadãos de diferentes países, incluindo Nepal, Índia, Letônia e Canadá. No Nepal, o número de mortos também ultrapassou mil, enquanto milhares de pessoas continuavam desaparecidas.
O desastre da semana passada atingiu áreas próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete. Inicialmente, houve informações de que um terremoto poderia ter provocado a avalanche, mas o Serviço Geológico dos Estados Unidos posteriormente corrigiu a avaliação e afirmou que não havia ocorrido um terremoto no local do desastre. Segundo o órgão, o evento foi provocado pelo colapso de uma geleira, seguido por um fluxo de detritos.
A avalanche e as enchentes destruíram ou danificaram estruturas importantes, incluindo estradas e pontes, e dificultaram o acesso às áreas atingidas. Na quarta-feira (2), a China informou ter restabelecido o acesso pela principal estrada que leva ao posto de fronteira de Gyirong, permitindo que veículos e equipamentos pesados chegassem à região para reforçar as operações de busca.
O terremoto desta quinta-feira ocorreu, portanto, em meio à continuidade das operações de emergência no Tibete. Até as primeiras atualizações divulgadas após o tremor, não havia registro de mortes ou feridos relacionados ao novo abalo.
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