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Terremoto de magnitude 7 atinge o Tibete; epicentro fica a 183 km de Nagqu e a cerca de 400 km de Lhasa

há 54 minutos
2 min de leitura

Luca Galuzzi/Wikimedia Commons
Luca Galuzzi/Wikimedia Commons
Um terremoto de magnitude 7 atingiu a Região Autônoma do Tibete, na China, por volta das 22h30 do horário local desta quinta-feira (22). Os dados foram confirmados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e pelo Centro de Redes Sísmicas da China (CENC). O epicentro foi localizado a 183 quilômetros a leste-nordeste da cidade de Nagqu e a aproximadamente 400 quilômetros de Lhasa, a capital da região. O tremor é considerado o mais forte a atingir o território chinês desde janeiro de 2024 e foi sentido de forma clara em toda a área de influência.

Ainda não há informações definitivas sobre a extensão dos danos ou possíveis vítimas. O USGS alerta, contudo, para o risco de deslizamentos de terra e enchentes provocadas pelo abalo, especialmente em área de relevo montanhoso e vales estreitos. Estima-se que cerca de 132 mil pessoas tenham percebido tremores de intensidade moderada. As autoridades locais trabalham para levantar a situação em comunidades mais próximas do epicentro, onde a comunicação pode ser dificultada pela geografia e pela distância dos grandes centros.

O evento ocorre apenas dois meses após enchentes repentinas na região do Himalaia, entre o Tibete e o Nepal, que causaram dezenas de mortes e deixaram cerca de 1.400 pessoas desaparecidas. A nova ocorrência reacende a atenção para a vulnerabilidade da região, embora o epicentro deste terremoto não seja próximo das áreas afetadas pelas inundações de agosto. A coincidência de tragédias em curto intervalo de tempo mantém a população e os organismos de socorro em estado de alerta renovado.

Historicamente, tremores dessa magnitude trazem memórias de 2010, quando um abalo de 7,1 graus atingiu Yushu, na província vizinha de Qinghai, provocando a morte de pelo menos 2.698 pessoas e deixando quase 300 desaparecidas. A comparação reforça a importância de monitoramento contínuo e de respostas rápidas. Até o momento, não há registro de réplicas significativas nem de danos estruturais de grande porte, mas as avaliações seguem em andamento.

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