Testemunha relata que acusado gravou Bruna Fonseca dançando antes do assassinato
15 de jan.
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fonte: itatiaia
O julgamento de Miller Pacheco, acusado de matar a ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos, segue revelando novos detalhes sobre os momentos que antecederam o crime ocorrido em 1º de janeiro de 2023, em Cork, na Irlanda. Segundo depoimento de Maria Luiza Fonseca, sobrinha da vítima, o acusado teria filmado Bruna dançando com outro homem durante uma festa de Réveillon, poucas horas antes do assassinato.
De acordo com informações divulgadas pelo site irlandês The Journal, Bruna e a sobrinha participaram, no dia 31 de dezembro de 2022, de uma festa de Ano-Novo organizada pela comunidade brasileira na cidade. No local, elas teriam sido surpreendidas pela presença de Miller Pacheco, de 32 anos, que tentou se aproximar da vítima. O relacionamento havia terminado semanas antes, por decisão de Bruna, e, conforme o relato, o acusado não teria aceitado o fim.
A testemunha afirmou que Miller permaneceu seguindo as duas durante toda a festa. Em determinado momento, ao ver Bruna dançando com outro homem, ele teria sacado o celular e começado a gravar a cena. “Ela estava dançando com um cara. Ele viu isso. Ele estava gravando um vídeo da Bruna com um homem”, declarou Maria Luiza em depoimento.
Ainda segundo o relato, Bruna já demonstrava preocupação antes mesmo do evento, após encontrar uma faca na bolsa de Miller naquele dia. A jovem temia que o ex-namorado pudesse se automutilar. As duas deixaram a festa por volta das 3h e se separaram em seguida. Foi a última vez que a sobrinha viu Bruna com vida.
O corpo da vítima foi encontrado no apartamento onde Miller morava, com sinais de espancamento e estrangulamento, apontado como a causa da morte. Familiares viajaram do Brasil para acompanhar o julgamento, que ocorre na Central Criminal Court, tribunal responsável por casos criminais graves na Irlanda.
Bruna Fonseca era bibliotecária, formada pelo Centro Universitário de Formiga, e estava na Irlanda havia cerca de quatro meses para um intercâmbio. Segundo a imprensa local, ela trabalhava como faxineira no Mercy University Hospital. Miller Pacheco foi preso após confessar o crime, depois de inicialmente alegar ter sido atacado pela vítima.
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