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Testemunhas relatam forte cheiro químico e mal-estar em piscina de academia onde mulher morreu em São Paulo

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Frequentadores de uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, relataram que perceberam um forte cheiro químico e sintomas de mal-estar, como queimação nos olhos, no nariz e nos pulmões, além de vômitos, durante o uso da piscina onde, posteriormente, uma mulher morreu e outras pessoas ficaram internadas. Esses relatos fazem parte das informações colhidas no curso das investigações da Polícia Civil sobre o incidente ocorrido no sábado (7).

Segundo testemunhas ouvidas pela imprensa, alunos que participavam de uma aula de natação sentiram o odor intenso de produtos químicos e começaram a apresentar sintomas de mal-estar pouco depois de entrarem na água. As sensações descritas incluem cheiro “forte de cloro” ou de produtos de tratamento da água, irritação nos olhos e dificuldades respiratórias, associadas a episódios de vômito entre algumas das pessoas que estavam no local no momento.

A vítima fatal foi identificada como Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que chegou a ser socorrida por equipes de resgate e encaminhada a um hospital em Santo André (Grande ABC Paulista), mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca durante o atendimento médico.

Além de Juliana, outras pessoas que usaram a piscina no mesmo período foram levadas a unidades de saúde da região com sintomas de intoxicação e mal-estar, entre eles o marido da vítima e ao menos quatro alunos, alguns em estado grave, conforme boletins médicos e informações preliminares da investigação.

Segundo as autoridades policiais, o caso foi registrado como “morte suspeita” e “perigo para a vida ou saúde de outrem”, e a investigação está sendo conduzida pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), com o apoio de perícia técnica e da Vigilância Sanitária para apurar as causas do ocorrido.

A polícia informou que os responsáveis pela academia encerraram as atividades e deixaram o local sem comunicar as autoridades, apesar de o incidente ter resultado em vítimas com sintomas graves, o que motivou a necessidade de arrombar o estabelecimento para permitir o trabalho de perícia do Instituto de Criminalística e do Corpo de Bombeiros.

As diligências seguem em andamento para coletar amostras da água da piscina e de produtos usados na manutenção do local, com o objetivo de determinar se houve contaminação por produtos químicos, erro na dosagem de insumos de tratamento da água ou outro fator que possa ter causado o mal-estar relatado por frequentadores e a morte da mulher. A Vigilância Sanitária também foi acionada para avaliar as condições de operação da piscina e do estabelecimento.

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Gazeta de Varginha

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