TJMG e Polícia Civil desarticulam esquema de fraudes em sistemas judiciais
15 de jan.
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TJMG: trabalho de inteligência desarticula esquema de fraudes em sistemas judiciais.
Um trabalho de inteligência conduzido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em parceria com a Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais (CGJ), resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida em tentativas de fraude a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As prisões ocorreram nesta quarta-feira (14/1), durante a 2ª fase da operação “Veredicto Sombrio”, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance das tentativas de acesso fraudulento aos sistemas judiciais. A juíza da Corregedoria-Geral de Justiça, Andréa Cristina de Miranda Costa, representou o TJMG na apresentação à imprensa dos suspeitos presos.
Durante a coletiva, a magistrada destacou que, assim que o Tribunal tomou conhecimento das tentativas de invasão aos sistemas do Judiciário, acionou imediatamente o GSI e a Polícia Civil para apurar os fatos, identificar os responsáveis e interromper os acessos indevidos.
“É preciso esclarecer à população que todos os integrantes do Poder Judiciário estão atentos a tentativas de invasões e que não iremos tolerar este tipo de conduta em Minas Gerais. Prova disso é o êxito desta operação conjunta entre o GSI, a CGJ e a Polícia Civil”, afirmou.
A ação contou ainda com o apoio da Divisão de Segurança da Informação (Disi), órgão do CNJ, além do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), ambos da PCMG.
Crimes investigados
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam de forma indevida credenciais vinculadas a magistrados e servidores do TJMG para acessar plataformas sensíveis do Poder Judiciário. Entre os sistemas acessados irregularmente estão o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e o Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial (Renajud), considerados ferramentas estratégicas para a execução de decisões judiciais em todo o país.
A operação desta quarta-feira resultou na prisão de dois integrantes da quadrilha, incluindo um de seus líderes. Participaram da coletiva de imprensa os delegados Leandro Matos, Bráulio Vinícius Drummond e Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.
Primeira fase da operação
A 1ª fase da operação “Veredicto Sombrio” foi deflagrada em 10 de dezembro de 2025, nos municípios de Belo Horizonte, Sete Lagoas, na região Central, e Jacutinga, no Sul de Minas. Na ocasião, nove pessoas foram presas, também a partir de um trabalho de inteligência do TJMG, com apoio do CNJ e da Polícia Civil.
As investigações apontaram que o grupo criminoso atuava em outras frentes, como golpes do falso advogado e fraudes que causaram prejuízos financeiros significativos a empresas e instituições bancárias. Naquela fase da operação, foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões, incluindo cerca de US$ 180 mil em criptoativos.
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