Toffoli determina que PF envie íntegra dos dados apreendidos no caso Master ao STF
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O ministro Dias Toffoli, relator do chamado caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) encaminhe à Corte a íntegra dos dados extraídos de todos os celulares e mídias apreendidos e periciados no âmbito da investigação.
A decisão foi tomada após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório sobre a perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
De acordo com as apurações, o nome de Toffoli aparece citado em mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro. O teor dessas conversas, no entanto, não foi divulgado publicamente até o momento.
Na determinação, o ministro afirma que a PF deverá encaminhar todo o conteúdo obtido nos aparelhos e mídias apreendidas, incluindo laudos periciais completos e dados telemáticos, informáticos e telefônicos, sem qualquer tipo de filtragem ou recorte prévio.
Entre pessoas que acompanham de perto a investigação, o movimento foi interpretado como uma forma de “dobrar a aposta” após o envio do relatório da Polícia Federal ao presidente do Supremo.
As menções ao nome de Toffoli nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro intensificaram a pressão para que o ministro avalie eventual impedimento de continuar como relator do processo. No STF, o relator é o magistrado responsável por conduzir os atos processuais e decisões iniciais do caso.
Na quarta-feira (11), antes da nova decisão, Toffoli divulgou uma nota pública afirmando que tem sido alvo de “ilações” e sustentando que não cabe à Polícia Federal apresentar pedidos de declaração de suspeição contra magistrados.