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Tornozeleira eletrônica de Oruam está desligada desde domingo e rapper é considerado foragido pela Justiça

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, é considerado foragido da Justiça após a tornozeleira eletrônica que usava ficar desligada desde o domingo (1º). Ele passou a ser procurado após a expedição de um mandado de prisão preventiva pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, conforme informou a CNN Brasil nesta quarta-feira (4).

A decisão de revogar a liminar que mantinha Oruam em liberdade foi proferida na segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apontou descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas ao artista, especialmente no que diz respeito ao uso da tornozeleira eletrônica.

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizam diligências em diferentes endereços ligados ao rapper, mas até o momento ele não foi localizado, segundo a corporação.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Oruam passou a utilizar o equipamento de monitoramento eletrônico desde 30 de setembro de 2025. A partir de 1º de novembro, foram registradas sucessivas violações das determinações judiciais, totalizando 66 ocorrências, das quais 21 foram consideradas graves em 2026, a maioria relacionadas à ausência de carregamento da bateria do equipamento.

A Seap informou que o cantor compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro de 2025 para a substituição da tornozeleira. O dispositivo retirado foi encaminhado à perícia técnica, que constatou dano eletrônico no equipamento, possivelmente decorrente de alto impacto. Depois da troca, o novo aparelho voltou a apresentar falhas pelo mesmo motivo — falta de carregamento — e, desde 1º de fevereiro de 2026, permanece descarregado, o que compromete o acompanhamento da medida judicial.

Segundo a Seap, todas as violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário com envio de relatórios mensais à Terceira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Na decisão que revogou o habeas corpus, o ministro Paciornik destacou que o histórico de descumprimento das medidas cautelares comprometeu a efetividade das decisões judiciais e justificou o restabelecimento da prisão preventiva, que agora está em vigor até o cumprimento do mandado expedido pela Justiça do Rio.

A defesa do artista afirmou que as falhas no monitoramento teriam decorrido de problemas técnicos com o equipamento, e que não houve intenção de descumprir as determinações judiciais, conforme relatos de advogados ouvidos pelas reportagens sobre o caso.

O processo criminal em que Oruam é réu teve origem em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o cantor e outras pessoas são acusados de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão — os agentes relataram que pedras foram arremessadas contra eles a partir do andar superior do imóvel investigado.

Gazeta de Varginha

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