TSE determina investigação sobre filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão
13 de ago.
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Divulgação/TSE determina investigação após Flávio Bolsonaro aparecer como filiado ao Missão; tribunal afirma que houve uso indevido de credenciais, e não ataque hacker.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) a abertura de investigação para apurar a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao partido Missão.
O caso veio à tona após a equipe do parlamentar identificar que ele aparecia como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral. A situação impedia, naquele momento, a formalização de sua candidatura. O prazo para o registro termina no próximo sábado (15).
Flávio Bolsonaro afirmou, pelas redes sociais, que sua filiação ao partido havia sido “fraudada”.
TSE nega ataque hacker
Em nota, o TSE esclareceu que o registro não ocorreu em razão de um ataque hacker ao sistema da Corte. Segundo o tribunal, houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da legenda para realizar filiações partidárias.
O presidente do TSE também encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e determinou a instauração de investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”, informou o TSE.
PL pede desfiliação
Após a repercussão do episódio, o Partido Liberal (PL) protocolou no TSE um pedido para retirar Flávio Bolsonaro do quadro de filiados do Missão. A solicitação está sendo analisada pelo tribunal.
O Missão também se manifestou sobre o caso e afirmou ter identificado a filiação indevida. Segundo a legenda, uma tentativa de cancelar o registro no mesmo dia não foi aceita pelo TSE.
Enquanto isso, a investigação deverá apurar como as credenciais foram utilizadas e quem realizou o procedimento que resultou na inclusão do senador no quadro de filiados do Missão.
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