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tória histórica de Talarico no Texas pode servir de modelo para democratas em 2028, avalia especialista

há 51 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A vitória histórica de James Talarico no Texas — a primeira de um democrata para o Senado pelo estado desde 1990 — pode redefinir a estratégia nacional do partido rumo à eleição presidencial de 2028. É o que avalia Lucas de Souza Martins, professor da Temple University, em entrevista ao programa América Decide. Embora Talarico não seja necessariamente um nome à Presidência — é jovem e inicia o primeiro mandato —, seu discurso e sua forma de chegar ao eleitor servem de modelo para a legenda. O que funcionou no reduto conservador pode ser replicado em outros estados decisivos.

A chave do sucesso, segundo Martins, está na linguagem escolhida. Talarico não se limitou a defender bandeiras partidárias; falou de sonhos, união e valores com raízes bíblicas — referências que ressoam fortemente no Texas, estado de forte tradição cristã. "Ele fala a língua deste eleitor, tanto o jovem quanto o mais velho e conservador", explica o especialista. Em seu discurso de vitória, usou a analogia de Davi e Golias para descrever a posição dos democratas e pediu confiança nos "azarões". E deixou claro: será senador de todos os texanos, inclusive dos que não votaram nele.

O especialista traça um paralelo com a "Coalizão Arco-Íris", movimento liderado pelo reverendo Jesse Jackson nos anos 1980, que pregava a união de grupos diversos — raciais, sociais, religiosos — em torno de um projeto comum. Hoje, em meio à polarização que dificulta qualquer acordo bipartidário, essa lógica volta a ser essencial. Talarico consegue dialogar com jovens, com eleitores mais religiosos e com faixas que costumavam se afastar do partido. Unir, em vez de dividir, é a receita que pode levar os democratas de volta à Casa Branca.

A mensagem não fica restrita ao Texas. O fato de um candidato vencer num estado que parecia fechado à oposição demonstra que não é preciso mudar princípios para ganhar — é preciso mudar a forma de falar sobre eles. Talarico não renegou suas convicções; simplesmente as apresentou em linguagem que o outro lado consegue ouvir. Para 2028, a lição está dada: a vitória não virá só de quem já vota no partido — virá de quem se sente incluído, independente do voto de antes.

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