Ucranianos em territórios ocupados votam em eleições russas sob vigia de militares armados; pleito dura três dias
há 8 horas
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A Rússia iniciou nesta sexta-feira (18) a votação para renovar a Duma, câmara baixa do Parlamento, que se estende até domingo (20). Pela primeira vez desde a invasão de fevereiro de 2022, as eleições também ocorrem nas regiões ucranianas ocupadas por tropas russas. Em Donetsk, por exemplo, imagens mostram militares armados de fuzil em postos de votação improvisados, ao lado de cidadãos que participam do pleito. A votação nesses territórios é considerada ilegítima por Kiev e por diversos governos estrangeiros.
A disputa não conta com partidos que se opõem à guerra. O partido Yabloko, que defendia o fim do conflito, foi impedido de concorrer; um de seus dirigentes foi preso. Os demais concorrentes apoiam a maioria das políticas do presidente Vladimir Putin. O partido no poder, Rússia Unida, tem vitória assegurada. Para o Kremlin, a eleição serve também para medir o nível de apoio popular à guerra, que já dura mais de quatro anos e meio. A oposição no exílio pede que cidadãos votem contra o partido governista, enquanto parlamentares europeus classificam o processo como farsa sem legitimidade.
Na Rússia, ataques de drones ucranianos contra a região de Moscou coincidiram com o início da votação — a maioria foi interceptada. A população demonstra cansaço crescente com o conflito; temores de nova mobilização militar voltaram a circular. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusa Moscou de preparar novo recrutamento; Putin nega.
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