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Universidades seguem em greve no Sul de Minas; confira a situação de cada uma

  • 25 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação Unifal

Técnicos administrativos e docentes de universidades federais no Sul de Minas seguem em greve após mais de 40 dias de paralisação. Além das federais, servidores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) também suspenderam suas atividades, fazendo reivindicações ao governo.

Unifal
Na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), os técnicos administrativos estão em greve desde 10 de abril. Em assembleia realizada no último dia 21, os professores decidiram não aderir à paralisação. A proposta apresentada pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI) foi rejeitada, gerando indignação entre os servidores. Uma nova assembleia está marcada para esta segunda-feira (27). No total, 43 servidores estão em greve, enquanto outros 26 paralisaram as atividades por um dia. As aulas teóricas continuam, mas as práticas que dependem de técnicos de laboratório estão suspensas.

Ufla
Na Universidade Federal de Lavras (Ufla), os docentes iniciaram a greve em 2 de maio, enquanto os técnicos administrativos estão paralisados desde 11 de março. As aulas de graduação, pós-graduação e do Colégio de Aplicação, que atendem mais de 10 mil alunos, estão suspensas. Não há registro do número exato de professores grevistas, mas todas as atividades acadêmicas estão interrompidas. No entanto, os serviços administrativos seguem funcionando.

Unifei
A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) não aderiu à greve. Em uma assembleia realizada na semana passada, a decisão foi contrária à paralisação.

UEMG
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) paralisou suas atividades desde 2 de maio, com adesão de mais de 90% do corpo docente. Em Passos, mais de 4,5 mil estudantes estão sem aulas, afetando 27 cursos de graduação e um mestrado profissional. Em Campanha, a adesão é total, paralisando todos os três cursos. Em Poços de Caldas, todos os 20 professores estão em greve.
Os docentes da UEMG exigem recomposição salarial devido a perdas de 70% nos últimos 10 anos, aumento de verbas, investimentos na infraestrutura e mudança do regime de trabalho de 20 para 40 horas semanais.

Demandas dos grevistas
Além da recomposição salarial, os professores e servidores das instituições reivindicam:
Reestruturação das carreiras;
Revogação de normas educacionais aprovadas durante os governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2019-2022), incluindo o novo ensino médio;
Reforço no orçamento das instituições de ensino e reajuste imediato de auxílios estudantis.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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