Uso recorrente de atestados médicos preocupa empresários do tor de alimentação fora do lar
17 de dez. de 2025
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fonte: varginha online
A apresentação frequente de atestados médicos continua sendo um dos temas mais sensíveis na gestão de pessoas no setor de alimentação fora do lar. Dados de uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) revelam que, além das dificuldades operacionais provocadas pelas ausências, cresce entre os empresários a desconfiança quanto à origem e à legitimidade dos documentos entregues pelos funcionários.
O levantamento aponta que 29% dos estabelecimentos recebem, semanalmente, ao menos um ou dois atestados médicos. Em parte dos negócios, esse índice é ainda mais elevado. Embora a maioria dos afastamentos — cerca de 63% — seja de curta duração, geralmente de até dois dias, a recorrência tem ampliado o sentimento de insegurança e gerado questionamentos entre os empreendedores do setor.
Em Varginha, o presidente da Abrasel no Sul de Minas, da SEHAV e da ACIV, André Yuki, voltou a manifestar preocupação com o uso indiscriminado de atestados médicos para justificar faltas ao trabalho. O tema foi levado ao prefeito Leonardo Ciacci em reunião realizada no dia 26 de novembro.
Segundo Yuki, a prática afeta diretamente a produtividade das empresas e sobrecarrega as unidades de saúde, dificultando o atendimento de pessoas que realmente necessitam de cuidados médicos. Ele cita como exemplo municípios como Passos (MG), Chapecó (SC) e Cuiabá (MT), que adotaram legislações específicas para modernizar a emissão de atestados médicos.
De acordo com o dirigente, as medidas implementadas nessas cidades apresentaram resultados positivos, contribuindo para reduzir a emissão desnecessária de atestados e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde, além de trazer mais segurança e previsibilidade para a gestão das empresas.
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