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Vacinação contra dengue é interrompida preventivamente após registro de eventos raros

  • 9 de jun.
  • 3 min de leitura
Vacinação contra dengue é interrompida preventivamente após registro de eventos raros
Divulgação MS/Ministério da Saúde suspende temporariamente vacina contra dengue do Butantan após investigação
Ministério da Saúde suspende temporariamente vacinação contra dengue do Butantan após investigação de eventos raros.

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da estratégia de vacinação com a Butantan-DV, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan contra a dengue. A medida foi adotada de forma preventiva após o registro de eventos adversos raros observados durante o monitoramento dos vacinados.

Segundo a pasta, a decisão foi tomada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária para permitir uma investigação mais aprofundada de 42 casos que apresentaram sinais de alerta compatíveis com formas graves da doença, incluindo dor abdominal intensa, vômitos persistentes e episódios de sangramento.
Dentre os registros, três casos foram considerados graves e dois evoluíram para óbito. Até o momento, não há comprovação de relação direta entre os eventos e a vacina.

Casos representam percentual muito baixo
Os episódios correspondem a apenas 0,008% das cerca de 500 mil doses aplicadas até o dia 30 de maio. A identificação ocorreu por meio do sistema de farmacovigilância, procedimento adotado para monitorar a segurança de medicamentos e vacinas após sua utilização em larga escala.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a suspensão segue o princípio da precaução e tem como objetivo garantir total segurança à população.

Segundo ele, a interrupção permitirá que Ministério da Saúde, Anvisa e Instituto Butantan aprofundem as análises, especialmente nos casos que resultaram em mortes, para verificar se existe alguma relação entre os eventos e a vacinação.

Onde a vacina estava sendo aplicada
A estratégia de vacinação com a Butantan-DV havia sido iniciada em janeiro deste ano e contemplava profissionais da Atenção Primária à Saúde e pessoas de 15 a 49 anos em áreas selecionadas.
As aplicações estavam sendo realizadas em:
  • Botucatu
  • Maranguape
  • Nova Lima
  • Região de Araguaína

Vacina continua considerada eficaz.
O Ministério da Saúde ressaltou que a suspensão temporária não significa que a vacina seja insegura ou ineficaz. Antes de sua utilização no Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante passou por todas as etapas de avaliação exigidas pelos órgãos reguladores, demonstrando resultados positivos de segurança e eficácia.

As autoridades destacam que as evidências científicas obtidas até agora permanecem válidas e que as pessoas já vacinadas continuam protegidas.

Orientação para quem recebeu a vacina

Quem já tomou a Butantan-DV deve permanecer atento ao surgimento de sintomas nos 21 dias seguintes à aplicação.

A recomendação é procurar atendimento médico imediatamente em caso de:
  • Febre;
  • Dor abdominal intensa;
  • Vômitos persistentes;
  • Sangramentos;
  • Tontura;
  • Sonolência excessiva;
  • Sinais de desidratação;
  • Piora do estado geral.

As equipes de saúde também foram orientadas a intensificar o monitoramento e a notificação de possíveis eventos adversos.

Casos de dengue seguem em queda no país
Apesar da suspensão temporária da estratégia vacinal, o Ministério da Saúde informou que todas as demais ações de combate à dengue permanecem em funcionamento.

Dados divulgados pela pasta mostram uma redução de 94% nos casos prováveis da doença entre janeiro e maio de 2026 em comparação com o mesmo período de 2024. Foram registrados cerca de 365 mil casos neste ano, contra 5,8 milhões no mesmo intervalo de 2024.

O número de mortes também apresentou queda expressiva de 97%, passando de mais de 6,3 mil óbitos em 2024 para 178 registros em 2026.

Entre as ações mantidas estão o combate ao mosquito Aedes aegypti, distribuição de inseticidas e larvicidas, monitoramento epidemiológico e campanhas de conscientização para eliminação de criadouros.
Fonte: MS

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Gazeta de Varginha

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