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Vale (VALE3) registra prejuízo de US$ 3,8 bi no 4º trimestre, mas EBITDA forte anima analistas

  • há 32 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A mineradora Vale S.A. (ações VALE3) apresentou, no quarto trimestre de 2025, um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, número muito superior ao prejuízo de US$ 694 milhões registrado no mesmo período de 2024, resultado que inicialmente pode parecer negativo para o mercado. Contudo, analistas e investidores reagiram de forma animada ao desempenho operacional da companhia e aos dados reportados, indicativos de um cenário mais sólido do que a linha final do balanço sugere.

O resultado líquido foi fortemente impactado por baixas contábeis—chamadas de “impairments”—de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, decorrentes da revisão de premissas de preço de longo prazo para o níquel, além de uma baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias, o que pressionou a última linha do balanço.

Apesar desse prejuízo bilionário, os números operacionais surpreenderam positivamente. O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou US$ 4,6 bilhões, acima das projeções de mercado, impulsionado por maiores volumes de vendas e preços mais altos de minério de ferro e cobre, além de receitas adicionais de subprodutos e melhorias operacionais. Esse desempenho foi considerado sólido por casas como XP, Itaú BBA e Goldman Sachs, que destacaram a robustez de custos e a contribuição de diferentes segmentos de negócios da mineradora.

Ao calcular o lucro excluindo itens não recorrentes como as baixas contábeis, o EBITDA proforma chegou a US$ 4,8 bilhões, 1% acima das expectativas da XP e 5% além do consenso geral de mercado, mostrando margem operacional mais forte do que antecipado.

Analistas ressaltaram que, apesar do impacto negativo das baixas contábeis e de provisões adicionais relacionadas à Samarco, vários fatores operacionais continuaram favoráveis. Entre eles, a redução contínua de custos unitários em operações de ferro e cobre, estabilidade em procedimentos de produção e melhor performance em metais básicos, mesmo em um cenário de moeda forte, contribuíram para a leitura de um balanço mais positivo no plano operacional.

Além disso, a dívida líquida expandida da Vale caiu para US$ 15,6 bilhões, com geração de fluxo de caixa livre (FCF) em torno de US$ 1,7 bilhão, reforçando a percepção de disciplina financeira, apesar dos efeitos não recorrentes que pressionaram o resultado líquido.

Como reflexo dessa avaliação, várias instituições financeiras mantiveram recomendações positivas ou neutras para as ações da Vale. A XP reiterou uma recomendação neutra com reconhecimento de um momento operacional favorável, enquanto a Genial e o Goldman Sachs reforçaram preços-alvo e perspectivas construtivas para VALE3, sinalizando que a tese de investimento permanece atraente no longo prazo, especialmente diante de expectativas menos pessimistas para preços de minério de ferro e uma estratégia de crescimento no setor de cobre.

Os resultados também reforçaram a visão de alguns analistas de que, apesar de os preços de commodities como o minério de ferro poderem estar em patamares altos ou próximos de um pico no ciclo atual, o desempenho operacional da Vale e sua posição nos mercados de metais básicos continuam a sustentar uma perspectiva de desempenho resiliente para as ações no médio e longo prazos.

Gazeta de Varginha

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