top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Valor da cesta básica continua em alta pelo quarto mês em Pouso Alegre, MG

  • 15 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

O trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa dedicar 106 horas e 41 minutos por mês para adquirir essa cesta.


Elevação Contínua no Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB). Foto: Reprodução/Edmilson Tanaka
O Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – Faculdade Unis Pouso Alegre) registrou pelo quarto mês consecutivo um aumento, com uma elevação de 3,93% no início de fevereiro em relação ao mesmo período de janeiro.

Os itens que mais contribuíram para essa alta foram batata, tomate, leite integral e arroz, enquanto houve quedas significativas nos preços do óleo de soja e da banana. No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação totaliza 3,75%. A pesquisa, conduzida no início de cada mês, envolve o levantamento de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados de Pouso Alegre, utilizando uma metodologia adaptada do DIEESE.

No início de fevereiro, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para uma pessoa adulta em Pouso Alegre atinge R$ 684,68, correspondendo a 52,42% do salário mínimo líquido, considerando o reajuste vigente para este ano. Um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa destinar 106 horas e 41 minutos por mês para adquirir essa cesta.

Durante o período de janeiro a fevereiro, sete dos 13 produtos componentes da cesta básica apresentaram aumento nos preços médios, com destaque para batata (17,41%), tomate (16,15%), leite integral (11,25%) e arroz (10,13%). Enquanto isso, cinco produtos registraram queda nos preços, incluindo óleo de soja (-6,03%) e banana (-4,12%).

Essa nova elevação nos custos da cesta básica em Pouso Alegre está em consonância com os resultados nacionais divulgados pelo DIEESE, onde 16 capitais apresentaram aumento de preços na última pesquisa, além de refletir a situação observada em Varginha. A extensão da entressafra de alguns produtos, como hortifrutigranjeiros, e a menor disponibilidade de arroz, leite e feijão foram fatores determinantes para esse comportamento de preços no início de fevereiro.

É importante ressaltar que o comprometimento do salário mínimo líquido com a aquisição desses produtos permanece acima de 50%, mesmo após o reajuste ocorrido este ano. A dinâmica dos preços dos alimentos no curto prazo será influenciada pelo desempenho das safras e pelos fatores climáticos que afetam a produção e disponibilidade dos produtos.

Reforçamos, mais uma vez, a importância de políticas governamentais de incentivo à produção e medidas para enfrentar os impactos do clima na produção de alimentos.

Fonte: Grupo Unis

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page