top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Varginha decreta emergência em saúde pública devido ao aumento de doenças respiratórias

  • há 20 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução
Reprodução
A cidade de Varginha oficializou, na última sexta-feira, dia 8 de maio, a declaração de situação de emergência em saúde pública devido ao aumento expressivo nos casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave. A medida, estabelecida pelo Decreto nº 12.623, foi motivada pela elevada circulação de agentes virais como o rinovírus, o influenza e o vírus sincicial respiratório, que têm gerado uma pressão crítica sobre a rede de saúde local. O cenário epidemiológico atual apresenta riscos diretos à capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), afetando principalmente o atendimento infantil e a ocupação de leitos de terapia intensiva, além de sobrecarregar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com pacientes, majoritariamente crianças menores de nove anos.
A urgência da decisão fundamenta-se no início do período de sazonalidade das doenças respiratórias e em um déficit de profissionais médicos na Atenção Primária, fator que dificulta a resolutividade do sistema básico e desloca a demanda para os serviços de urgência. Com a vigência do decreto, as autoridades de saúde ganham autonomia para adotar medidas excepcionais e agilizar o enfrentamento da crise, o que inclui a autorização para contratações diretas de bens e serviços essenciais sem a necessidade de licitação ordinária, desde que restritos à situação emergencial. Além das compras, o documento permite a admissão temporária de profissionais de saúde para recompor as equipes da Atenção Primária e mitigar a sobrecarga nos prontos-atendimentos. Outro mecanismo administrativo disponibilizado é a possibilidade de requisição de bens e serviços de entes privados, mediante garantia de indenização, além da determinação de que todos os processos relacionados ao tema tenham tramitação prioritária nos órgãos municipais. A Secretaria Municipal de Saúde assume a coordenação central de todas as ações de enfrentamento, focando na celeridade administrativa para garantir a assistência à população.
O decreto de emergência possui validade inicial de 120 dias, período que poderá ser revisto conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos e a redução da circulação dos vírus respiratórios na cidade. A medida busca assegurar que a rede hospitalar e de cuidados básicos tenha os recursos necessários para suportar o pico de atendimentos esperado para as próximas semanas, garantindo a continuidade e a qualidade do serviço público de saúde em Varginha.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page