top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Vigilância Sanitária identifica irregularidades em empresa que fornece marmitas de servidores em Poços de Caldas

  • 11 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura
Foto: Reprodução EPTV

Uma investigação aberta em fevereiro pelo Ministério Público e a Vigilância Sanitária identificou irregularidades que envolvem a empresa que fornece marmitas para a Prefeitura de Poços de Caldas (MG). O inquérito civil ainda está em andamento.

Segundo a Vigilância Sanitária, ao fiscalizar a empresa, foram encontradas mais de 40 infrações, que segundo o órgão, são consideradas de risco à saúde.
"A partir disso foi lavrado um auto de infração e a empresa está respondendo o processo administrativo de acordo com as normas sanitárias", disse o coordenador da Vigilância Sanitária de Poços de Caldas, Edson Avella.

Só na área onde os alimentos são manipulados foram detectadas 16 irregularidades. Também foram identificados problemas na área onde ficam os freezers, na despensa, no depósito e até nos carros da empresa.

Desde fevereiro, vários servidores que trabalham à noite reclamavam que há meses estavam recebendo marmitas com a comida estragada. As denúncias são referentes às marmitas servidas no jantar. Quase todas são de servidores que atuam na área da saúde, como a UPA e os hospitais públicos municipais, justamente os setores que funcionam à noite.

As denúncias chegaram até o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. O Ministério Público foi acionado e a prefeitura notificada. Segundo o sindicato, o valor do contrato firmado entre a prefeitura e a empresa responsável era de mais de R$ 3,7 milhões.

Desde a emissão do auto de infração, a Vigilância já retornou quatro vezes à empresa para acompanhar se os problemas estão sendo solucionados.
"Conforme o código sanitário, são duas instâncias de julgamento. A empresa apresenta as suas justificativas e ela vai ter um processo de julgamento em cima das infrações acometidas naquela época, ela pode até receber uma multa em função das infrações na época", completou o coordenador da Vigilância Sanitária.

A SRG Alimentos informou, em nota, que está fazendo as adequações necessárias e afirmou que muitos servidores da UPA não conseguem fazer a refeição assim que a marmita chega e que não possuem refrigeradores adequados para armazená-las.

A Secretaria de Saúde de Poços de Caldas informou que a UPA tem atualmente duas geladeiras e mais de 200 servidores e que está adquirindo uma nova geladeira e um micro-ondas.
A secretaria também disse que está ajustando a logística para que a maioria das pessoas possam fazer a refeição assim que as marmitas chegarem.
Fonte: G1

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page