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Vírus Nipah não está no Brasil e, apesar de casos na Ásia, especialistas dizem que risco global é baixo

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O vírus Nipah (NiV) tem despertado atenção nos últimos dias por causa de relatos de casos na Ásia, especificamente na Índia e em Bangladesh, e pelo fato de a doença, em surtos anteriores, estar associada a síndromes graves como encefalite e problemas respiratórios, com alta taxa de mortalidade e ausência de tratamento ou vacina específicos, mas não existe qualquer indicação de que ele tenha chegado ao Brasil ou que cause risco real de disseminação global no contexto do Carnaval ou de viagens internacionais.

De acordo com a matéria publicada no site de Saúde Abril, que trata do tema e das informações disponíveis até o momento, não há casos confirmados de Nipah fora das regiões onde o vírus já era conhecido, e relatos de redes sociais que sugerem que essa doença teria “chegado ao Brasil” ou poderia causar uma nova pandemia são considerados fake news ou desinformação.

O Nipah vírus foi identificado pela primeira vez no final da década de 1990 na Malásia e subsequentemente identificado em surtos ocasionais em países como Índia, Bangladesh, Filipinas e Singapura. Ele é um zoonose, ou seja, pode transmitir-se de animais para humanos, especialmente por meio de morcegos frugívoros ou animais infectados, bem como por contato direto entre pessoas em situações de contato íntimo ou prolongado.

As infecções por NiV podem causar uma ampla gama de sintomas, desde febre e problemas respiratórios até inflamação cerebral (encefalite), que, em surtos documentados, têm apresentado taxas de letalidade elevadas, estimadas entre cerca de 40% e 75% em episódios anteriores. Até o momento, os episódios registrados se limitaram a áreas do sudeste asiático e não houve evidência de disseminação comunitária ampla além dessas regiões.

Especialistas em saúde pública e órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde brasileiro consideram que, com base nas informações atuais, o risco de disseminação do vírus Nipah no Brasil ou globalmente é baixo, especialmente em comparação com vírus respiratórios altamente transmissíveis como o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. Isso se deve, em parte, à forma de transmissão do Nipah, que exige contato mais estreito ou situações específicas de exposição, ao contrário de vírus que se espalham principalmente pelo ar.

No Brasil, o Ministério da Saúde tem mantido protocolos de vigilância e monitoramento de doenças emergentes, trabalhando em conjunto com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz, além de alinhamento com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o que garante que qualquer evento de saúde pública relevante seja rapidamente identificado e avaliado.

Portanto, embora seja legítimo acompanhar com atenção o surgimento de casos de Nipah na Ásia e compreender a natureza e os potenciais efeitos desse vírus em contextos específicos, não há evidência científica ou alerta oficial de que ele represente uma ameaça de “Covid 2.0” ou que vá causar problemas de saúde pública no Brasil durante o Carnaval ou em qualquer outro evento.

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Gazeta de Varginha

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