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Ypê contesta decisão da Anvisa e afirma que produtos não oferecem riscos

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Ypê contesta decisão da Anvisa e afirma que produtos não oferecem riscos
Divulgação
Ypê contesta decisão da Anvisa e afirma que produtos são seguros.

A fabricante Ypê informou que irá recorrer da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de produtos das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos na unidade de Amparo (SP). Segundo a empresa, há fundamentação científica baseada em testes e laudos técnicos independentes que atestam a segurança dos produtos e indicam que não há risco aos consumidores.

Em nota oficial, a Química Amparo, responsável pela marca Ypê, afirmou manter diálogo contínuo com a Anvisa e disse acreditar que a medida poderá ser revertida em curto prazo após a apresentação de novas informações técnicas. A empresa também classificou a decisão como “arbitrária e desproporcional”.

A determinação da Anvisa foi publicada nesta quinta-feira (7) e prevê o recolhimento de todos os lotes com numeração final 1 de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes fabricados na unidade paulista.

O caso ocorre meses após a própria fabricante comunicar, em novembro de 2025, um recolhimento voluntário cautelar de parte dos produtos da linha lava-roupas líquidos, após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes específicos.
Na ocasião, a empresa informou que o uso normal do produto, diluído na água da máquina de lavar, reduz drasticamente qualquer carga bacteriana. A fabricante destacou ainda que não existem registros na literatura médica de infecções causadas por roupas lavadas com detergentes domésticos, mesmo em situações de contaminação.

A Ypê também afirmou que a bactéria não se volatiliza, não é transportada por fragrâncias e não oferece risco por inalação. Segundo a companhia, o principal cuidado deve ser evitar contato direto e prolongado do produto concentrado com a pele, especialmente em pessoas imunossuprimidas e com feridas abertas.

A orientação tanto da empresa quanto da Anvisa é para que os consumidores verifiquem o número do lote nos rótulos dos produtos. Caso a numeração termine em 1, o uso deve ser suspenso imediatamente, sendo necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante para realizar a troca.

Apesar do alerta, o risco para a população em geral é considerado baixo, conforme informado pela empresa. A maior preocupação permanece voltada para pessoas imunossuprimidas, que devem evitar contato direto do produto concentrado com a pele.

A fabricante informou ainda que possui prazo de 10 dias para apresentar recurso administrativo contra a decisão da Anvisa.
Fonte: Uol

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Gazeta de Varginha

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