Resultados de busca
Search this site
40613 resultados encontrados com uma busca vazia
- Dois casos de feminicídio foram registrados neste sábado no Sul de Minas
Duas mulheres em duas cidades diferentes foram mortas por seus companheiros a golpes de faca. Dois casos de feminicídio foram registrados no Sul de Minas neste final de semana, os casos aconteceram em Andradas e Caxambu, as vítimas tinham 55 e 23 anos, ambas morreram foram esfaqueadas pelos seus companheiros. Em Andradas, na madrugada de ontem, sábado, dia 6, um rapaz de 20 anos foi atrás de sua ex-companheira de 23 anos que estava em um bar, ele ligou para ela e disse que estava de fora do estabelecimento e queria falar com ela. A mulher carregava nos braços o filho do casal de apenas 2 anos, eles discutiram e ele desferiu golpes de faca na ex-companheira. As facadas atingiram também a criança nos braços e nas pernas, a criança foi socorrida imediatamente, mas a mãe morreu ainda no local. Em Caxambu, uma mulher foi encontrada morta em seu apartamento com ferimentos de faca na tarde de ontem, sábado, dia 6. O suspeito do crime é o namorado da vítima, ele foi preso e levado para a Delegacia de Polícia de São Lourenço, onde assumiu a autoria do crime. Jornal de Lavras
- Polícia localiza 99 comprimidos de ecstasy e prende suspeito no Sul de Minas
Durante buscas realizadas no interior do carro, os 99 comprimidos da droga sintética foram localizadas. Um homem de 27 anos foi flagrado com 99 comprimidos de ecstasy e preso por suspeita de tráfico de drogas, na noite de sábado (6), em Passos (MG). Ele foi detido e levado à delegacia da Polícia Civil. Ele foi localizado durante operação antidrogas da Polícia Militar Rodoviária no km 353 da rodovia MGC-050. Durante a ação, a PMR abordou o veículo em que estava o suspeito de 27 anos. Segundo a polícia, durante buscas realizadas no interior do carro, os 99 comprimidos da droga sintética foram localizadas. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, foi dada voz de prisão ao suspeito, que foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Passos. A droga foi apreendida pela polícia. Já o veículo foi liberado para um condutor habilitado. Folha Regional
- Minas Gerais confirma quarta morte por monkeypox
Atualmente, o Estado tem 615 casos confirmados de monkeypox, 143 casos prováveis e outros 81 suspeitos. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o primeiro óbito relacionado à monkeypox neste ano. Agora, o Estado registra quatro vítimas pela doença, também conhecida como “varíola dos macacos”. Segundo a pasta, o óbito foi notificado em 17 de abril e passou por investigação. O homem, de 41 anos, morador de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, ficou internado no Hospital Eduardo de Menezes até o óbito. A quarta morte ocorre após quase seis meses da última notificação de vítima pela doença. De acordo com a SES-MG, o terceiro óbito foi notificado no dia 24 de outubro do ano passado, quando um homem de 33 anos, com comorbidade e morador de Divinópolis, morreu. Atualmente, o Estado tem 615 casos confirmados de monkeypox, 143 casos prováveis e outros 81 suspeitos. A maior parte dos pacientes confirmados estão na região Central de Minas Gerais. Já existe vacina contra a monkeypox. A primeira, e única remessa recebida por Minas Gerais que se tem conhecimento até então, chegou em 14 de março no Estado. Com apenas 1.101 doses, o Estado dividiu os frascos para imunização pré e pós exposição à doença. O TEMPO
- Minas registra 22 mortes por dengue em pouco mais de uma semana
Estado confirmou, em média, 2.459 novos casos por dia. Em epidemia por arboviroses, Minas Gerais registrou mais 22 mortes por dengue no período de 11 dias, entre o último dia 24 de abril e essa sexta-feira (5). Agora, o Estado tem 71 óbitos relacionados à doença neste ano, enquanto ainda investiga outras 115 mortes. Os casos também não param de crescer. No período de 11 dias, foram 27.055 novos diagnósticos por dengue, uma média de 2,459 novos resultados positivos por dia, o equivalente a 102 por hora. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), são mais de 280 mil casos prováveis, que são aqueles notificados e que não foram descartados. Em relação à chikungunya, as mortes se estabilizaram em 15, enquanto os casos tiveram ligeiro aumento. Passaram de 24.797 no dia 24 de abril para 25.236 no final desta semana. O Estado investiga 18 óbitos por essa doença. Os números de zika vírus não apresentaram alterações. São 24 casos confirmados e outros 239 prováveis. Não há mortes por essa doença. Montes Claros, no Norte de Minas, segue como o município com mais casos de dengue, chikungunya e zika vírus. Foi lá, também onde o Estado registrou mais óbitos por chikungunya, com quatro vítimas. João Pinheiro, Passos e Uberlândia registraram, cada, seis mortes por dengue. Cuidados Eliminar água armazenada em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção é a melhor forma de evitar a proliferação do Aedes aegypti; Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d'água, poços, cacimbas, tambores de água ou tonéis, cisternas, jarras e filtros; Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Coloque areia fina até a borda do pratinho; Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas; Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc.) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo; Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, caso precise mantê-los, guarde em local coberto; Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechado. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana; Retire sempre a água acumulada da bandeja externa da geladeira e lave com água e sabão; Sempre que for trocar o garrafão de água mineral, lave bem o suporte no qual a água fica acumulada; Mantenha sempre limpo: lagos, cascatas e espelhos d'água decorativos. Crie peixes nesses locais, eles se alimentam das larvas dos mosquitos; Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana; Limpe frequentemente as calhas e a laje das casas, coloque areia nos cacos de vidro no muro que possam acumular água; Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e limpe-a uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos; Mantenha o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas. Não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças; Permita sempre o acesso do agente de controle de zoonoses em residência ou estabelecimento comercial. O TEMPO
- Banheiros de 76% das escolas de MG têm problemas, como falta de sabão e papel
Dado integra relatório elaborado pelo TCE-MG após fiscalização em 34 escolas gratuitas, entre municipais e estaduais. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) realizou, no último mês, um levantamento com realçao à estrutura das escolas municipais e estaduais de Minas Gerais. Uma das conclusões do estudo é que 76% dos banheiros das instituições de Minas têm "inadequações", como a falta de sabão e de papel higiênico. O relatório “Operação Educação: Fiscalização Ordenada Nacional”, divulgado pelo tribunal na última quinta-feira (4 de maio), contou com a fiscalização em 34 instituições estaduais e municipais de ensino de 20 municípios diferentes. As escolas, vistoriadas por 12 auditores, contam com 22 mil alunos matriculados e 400 salas de aula. Além de ser um problema grave, para o PhD em economia e pesquisador em educação Cláudio Moura Castro, o estado do banheiro de uma escola serve, principalmente, como um parâmetro da qualidade geral das instituições de ensino. "Esse é um problema crônico e que serve como indicador do clima emocional das escolas, é sintoma de que alguma coisa vai mal ali. Quando você quer avaliar a qualidade de uma instituição, você vai ao banheiro. Se estiver limpo, ela é boa, se estiver sujo é ruim", ponderou. Ainda segundo o estudioso, a falta de papel e sabão impacta pouco ou nada na vida e na saúde desses alunos, já que parte deles também não conta com itens básicos de higiene em suas casas. "O impacto é muito mais indireto. A falta do papel higiênico, por exemplo, indica mais que a escola não tem uma boa gestão. A diretora diz que não tem dinheiro, mas, se você for em outra escola próxima, pode encontrar um banheiro arrumado, sendo que a dotação (verba) orçamentária é a mesma", argumenta Castro. José Francisco Soares, doutor em estatística, pós-doutor em educação e professor emérito da UFMG, argumenta que a escola é mais do que um prédio. "No entanto, o relatório chama atenção de que as nossas escolas estão com condições piores do que outros espaços públicos. Isso não é adequado para garantir o direito à educação, o direito à aprendizagem, o que deve ocorrer em escolas funcionando adequadamente. A higiene e as condições de trabalho fazem parte disso", disse. De acordo com o TCE-MG, que não divulgou quais cidades foram alvo das fiscalizações, os conselheiros estão analisando os resultados juntamente com a equipe técnica para definirem quais medidas serão adotadas pelo órgão. Além de emitir recomendações e até determinar prazos para que os gestores regularizem os problemas encontrados, o tribunal também poderá definir multas ao fim do processo legal. Falta de acessibilidade e segurança Outros pontos abordados no relatório apresentado pelo TCE-MG são a falta de acessibilidade e segurança nas escolas vistoriadas. A auditoria indicou que, aproximadamente, 25% das 34 escolas visitadas não contam com acessibilidade nas vias de circulação, 90% dos banheiros não estão adaptados e 80% das salas têm algum problema de adaptação. Além disso, cerca de 45% das 34 escolas mineiras fiscalizadas não contam com monitoramento por câmeras de segurança, 70% não possuem vigilância particular ou ronda escolar e 90% não têm o botão do pânico ou solução similar. Outro ponto constatado pela fiscalização do TCE-MG foi que cerca de 80% das instituições de ensino não contavam com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), 90% estavam sem hidrantes e 60% não tinham sequer extintores de incêndio. Além disso, nas unidades que mantinham os extintores, equipamentos com validade vencida foram encontrados em 40% delas. O estudo foi realizado nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, contando com 1.082 escolas fiscalizadas em todo país. Os 32 tribunais de contas estaduais e municipais atuaram em 537 municípios e envolveram 785 servidores. JovemPan
- ‘Queremos mulheres na política pelo potencial e pelo protagonismo’, diz Michelle Bolsonaro em evento
A ex-primeira-dama e presidente nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, publicou um vídeo na noite deste sábado, 6, em seu Instagram, onde defende a cota para mulheres na política. Ela também aproveitou e agradeceu os apoiadores que compareceram no evento. No vídeo, ela defende o fortalecimento da mulher na política. “Nós queremos mulheres na política pelo seu potencial, pelo seu protagonismo. Nós não queremos apenas cumprir uma cota de 30%. Acreditamos no potencial de cada mulher que entra na política brasileira. Muito obrigada pelo carinho de cada um de vocês”, disse Michelle. Mais cedo, em um evento do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ela se confundiu e havia defendido o fim da cota das mulheres em seu discurso e fez um vídeo se retificando. “Esse projeto foi criado para fortalecer o protagonismo feminino, visando identificar novas lideranças. Nós queremos, presidente Valdemar, erradicar a cota dos 30%, queremos a mulher na política pelo seu potencial”, discursou. O evento contou com a presença do seu marido, e ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL). JovemPan
- Semana de derrotas no Congresso expõe erros do governo e aumenta pressão por mudança na articulação
O Palácio do Planalto assistiu ao longo da semana a pelo menos duas derrotas no Congresso Nacional. A primeira delas foi o adiamento da votação do Projeto da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (PL 2630/2020), mais conhecido como PL das Fake News. O texto, que propõe tornar obrigatória a moderação de conteúdos na internet pelas plataformas digitais, foi retirado da pauta da Câmara dos Deputados na última terça-feira, 2, após pedido do relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Ele alegou precisar de mais tempo para efetuar mudanças na matéria, publicamente apoiada pelo governo federal. Na prática, no entanto, a suspensão aconteceu por falta de votos para aprovação, cenário que preocupa, especialmente às vésperas de outros dois grandes desafios: o arcabouço fiscal e a reforma tributária. No dia seguinte, o Executivo acompanhou um segundo revés, também na Casa Baixa. Desta vez, a derrota veio pela aprovação, a toque de caixa, do projeto de decreto legislativo (PDL) que derruba os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que alteraram as regras do Marco Legal do Saneamento Básico. O texto, incluído na pauta de última hora e sem aviso prévio ao governo, foi aprovado com 295 votos a favor e 136 contra, e contou com o apoio expressivo de bancadas de partidos que, em tese, integram a base de Lula, como PSD, MDB, União Brasil e o PSB, que controlam 12 dos 37 ministérios. A digital destas siglas na acachapante derrota na votação do PDL irritou lideranças petistas. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), chegou a pedir mais tempo para chegar a um acordo sobre a proposta e, sem sucesso, cobrou publicamente os líderes das legendas por terem orientado o voto a favor da derrubada do decreto de Lula. “Esses líderes foram intransigentes a não dialogarem com o líder do governo para votar essa matéria terça ou quarta-feira. Eu nunca vi isso aqui no Parlamento”, disse Guimarães, que também citou a necessidade de fazer um “freio de arrumação” na base. “Estão vendo isso? A base derreteu”, disse o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), quando debochou do resultado, enquanto parlamentares bolsonaristas riam. Embora o adiamento do PL das Fake News e a aprovação do PDL do marco do saneamento tenham motivações distintas, os dois episódios expõem mais uma vez as fragilidades do Executivo para formação de maioria, cinco meses após o início do governo Lula 3. Politicamente falando, o momento para o Planalto é pouco auspicioso. Isso porque o governo ainda não saiu vitorioso de nenhuma votação. Pelo contrário, o terceiro mandato de Lula, até o momento, é marcado no Congresso Nacional por sequências de derrapadas, rachas entre partidos que detêm ministérios, polêmicas envolvendo ministros indicados, medidas provisórias paralisadas – e prestes a caducar – e nenhuma aprovação relevante. O resultado catastrófico, além de expor o grupo de Lula, também aumenta a pressão sobre ministros, agora cobrados publicamente. Em discurso na reinauguração do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, Lula fez uma cobrança a Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais. “Espero que ele tenha a capacidade de organizar e de articular que ele teve no conselho, dentro do Congresso Nacional. Aí vai facilitar a minha vida”, afirmou o presidente. Para virar esse cenário, no entanto, a avaliação é que caberá a Lula fazer o “dever de casa”: articular com o Parlamento e constituir, com atraso de cinco meses, uma maioria governista. “Lula é possivelmente o maior negociador da República nas últimas décadas. Portanto, é fato que, para que o governo engrene, será essencial que o presidente esteja à frente das relações com o Congresso. Entretanto, há um risco o envolvimento direto do presidente: caso falhe, deixará o Executivo a descoberto. O Planalto sabe que as ações políticas do presidente devem se concentrar nos bastidores, fazendo com que diversas forças possam convergir para governabilidade. Não é uma tarefa fácil, mas é tão urgente quanto necessária, pois prevemos grandes dificuldades articulação política do governo”, afirma o cientista político e professor de Relações Internacionais no Ibmec-RJ, Lier Pires Ferreira. “A base parlamentar do governo é precária. Os parlamentares orgânicos com o Planalto não possuem a quantidade e a força necessárias para dar sustentação ao executivo. Por isso, a velha política do ‘toma lá, dá cá’, que rasga a história política do país, ganha contornos cada vez mais acentuado nesse sentido. Mas mesmo a titularidade de ministérios, que no passado, em geral, bastava para acomodar os diferentes interesses políticos, já não tem a eficácia de outrora”, pontua. Pires Ferreira pondera que essa maior dificuldade de Lula em consolidar uma base suficiente para entregar os votos e as aprovações necessários decorre, especialmente, e uma hipertrofia do Legislativo. O cientista político explica que desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, o Parlamento ganhou força e protagonismo, especialmente no governo de Jair Bolsonaro, com o Orçamento Secreto, o que faz com que, hoje, Lula dependa de mais articulação política do que em seus dois mandatos anteriores. “Acabou por instituir um verdadeiro parlamentarismo orçamentário pelo qual o Legislativo passou a controlar fatias crescentes do Orçamento. Assim, o governo Lula, hoje, paga o preço dessa hipertrofia, estando de alguma forma limitado em suas ações, considerando que a governabilidade possui um preço cada vez mais elevado”, afirma Lier Pires Ferreira. Entre deputados, a avaliação é bem parecida. Parlamentares ouvidos pela reportagem afirmam que para formar uma base de apoio sólida, caberá a Lula atrair individualmente os congressistas. Mesmo entre aliados do presidente, o entendimento é que indicações e cargos em ministérios para correligionários não garantem o apoio das bancadas, o que explicaria a falta de fidelidade de membros do União Brasil, MDB, PSB e PSD na votação do PDL do marco do saneamento, por exemplo. “É mais uma derrota. A gente [do PP] tem ajudado com a governabilidade, mas o Lula tem que articular, porque com ministério não está resolvendo. Ministério não conquista deputado. Lula tem que atrair os deputados, não os partidos, porque os parlamentares não estão se vendo representados [pelos ministros escolhidos]”, disse o deputado federal José Nelto (PP-GO), em entrevista ao site da Jovem Pan. Outro aspecto que prejudica a consolidação da base de Lula é o descumprimento de acordos por parte do governo. José Nelto avalia que o Parlamento fez um aceno a Lula com a aprovação da PEC da Transição, ainda em dezembro de 2022. No entanto, segundo ele, os congressistas aguardam sinalização semelhante do Palácio do Planalto, o que ainda não aconteceu. “Eles não cumprem os acordos. O deputado quer ser do governo, quer acenos com emendas, quer indicações para com obras nos Estados, quer prestígio. É a política republicana, vivemos um semi-presidencialismo. Se eu fosse prefeito, governador ou presidente, a primeira coisa que faria seria construir a base”, afirmou. A declaração de Zé Nelto ecoa uma insatisfação que, até então, era tratada apenas nos bastidores: os articuladores de Lula vinham sendo cobrados a liberar recursos acertados com o Parlamento na esteira da negociação para a aprovação da PEC da Transição. O represamento das emendas foi assunto da conversa do presidenta da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com Lula nesta semana. A semana de derrotas políticas expôs um erro estratégico do governo. A princípio, Lula pretendia segurar a liberação das emendas e os cargos de segundo escalão até que o Congresso votasse pautas de interesse do Planalto, como o novo marco fiscal, por exemplo. A ideia era testar a fidelidade dos parlamentares antes de abrir a porteira. O plano, no entanto, naufragou. Há, porém, uma outra crítica vinda do Parlamento. Segundo parlamentares, a cúpula do governo não tem se mostrado disposta a negociar. O deputado Fernando Monteiro (PP-PE), aliado do governo e autor de um dos projetos do marco do saneamento, chegou a afirmar que tentou negociar com a Casa Civil antes da derrubada do decreto de Lula, mas que não recebeu retorno. “O silêncio, para mim, muitas vezes fala mais alto, e ele falou mais alto que o governo não queria acordo. Que o governo não queria conversar, queria apenas ganhar tempo”, afirmou. Ainda que o adiamento do PL das Fake News e a derrubada do decreto do saneamento representem derrotas inesperadas para o governo Lula, é cedo para falar em traição. O cientista político Paulo Niccoli Ramires, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), explica que os episódios representam, na prática, a dinâmica do Centrão no Congresso Nacional. Segundo ele, por mais que o grupo político tenha se dissolvido em dois superblocos – um encabeçado por Arthur Lira e outro pelo MDB – a forma de fazer política segue a mesma, o que justificaria as posições contraditórias. “Só vão aprovar projetos caso o Lula conceda benefícios que vão desde ministérios, a cargos de confiança, de primeiro, segundo e terceiro escalões. Lula terá que se articular muito bem, caso a caso, projeto por projeto. Dependendo do assunto, do grau de convencimento e negociação, do ‘toma lá, dá cá’, pode ser que consiga aprovar um projeto, mas não necessariamente todas as pautas pelas quais ele foi eleito”, explica o cientista político, que prevê grandes dificuldades para o governo. “A base do Congresso é muito conservadora. Lula ganhou o cargo de presidente, isso não significa que o PT tenha vencido no Congresso, então o próprio Arthur Lira faz uma mea culpa, articulando interesses do governo quando é possível, assim como também para a ala bolsonarista, o que mostra uma sociedade muito dividida e um Congresso ainda com hegemonia bolsonarista”, acrescenta. Niccoli Ramirez pondera ainda que, atualmente, Lula já exerce um peso político frente ao Parlamento brasileiro. Entretanto, essa força do petista não se compara ao prestígio exercido entre 2003 e 2010, nos dois primeiros mandatos na Presidência. Uma das diferenças é a alta rejeição de Luiz Inácio, o que abre margem para que os congressistas “revidem”, não aceitando em sua totalidade as propostas defendidas pelo Executivo e exigindo maiores esforços das lideranças do governo, mas também do próprio presidente da República. “O governo Lula 3 será um governo que poderá se defrontar com aquilo que chamamos de paralisia decisória. Ou seja, quando o Congresso não aprova, engaveta ou retarda as discussões e votações. A tendência é de muitas dificuldades”, conclui. JovemPan
- ‘Torres está depressivo e mal consegue conversar’, diz senador que visitou ex-ministro na prisão
Após autorização do ministro Alexandre do Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais um grupo de senadores visitou o ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, no Batalhão da Polícia Militar capital federal. Em conversa exclusiva com a repórter Luciana Verdolin, da Jovem Pan News, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) afirmou que é necessário ter empatia com o ex-ministro da Justiça — que se encontra preso há quatro meses — e considerou que o processo legal de uma prisão preventiva seria de 30 dias. “Já vai para 112 dias e sem perspectivas, sem saber o que vai acontecer”, pontuou. Segundo o parlamentar, há disposição de Torres em falar e “dizer o que querem saber” às autoridades. “Ele é advogado e tem o senso de justiça. Ele fica revoltado, óbvio, porque qual o risco que ele corre neste momento da investigação? Nenhuma. Coloca tornozeleira, prisão domiciliar, mas ele não pode ficar aqui a vida toda sem saber o que vai acontecer”, pontuou. O senador estranhou que as visitas pudessem ocorrer somente aos sábados e domingos – por determinação do ministro Moraes -, já que os políticos voltam aos seus Estados nesse período e também ressaltou que aguarda pela liberação de Torres “imediatamente”. “É muito triste vermos a falta do cumprimento do processo legal, não era nem para estar no Supremo este tipo de coisa. Deveria estar nos juízes de primeiro grau, mas, mesmo no Supremo, é preciso respeitar a Constituição”, disse. Por fim, Izalci informou que o Senado Federal deve tratar a questão de maneira institucional e que, através da colaboração de 42 senadores que assinaram um documento com um posicionamento, buscam pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(PSD-MG), para que este cobre dos ministros do STF o cumprimento das leis. “Temos que buscar alternativas no plenário, para podermos, pelo menos, alertar a população. As coisas que estão acontecendo colocam em risco a nossa liberdade, vejo decisões sendo tomadas que são perigosas. A gente está com medo, ja vimos esse filme na Argentina, com Cuba, com Venezuela. Será que esses são os países que queremos seguir? Devemos ter muito cuidado”, considerou o senador. JovemPan
- Críticas de Lula a Roberto Campos Neto viram arma para oposição e desagradam até a aliados
Contrariado com a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) pela sexta reunião consecutiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu o discurso contra Roberto Campos Neto. Sem citar o nome do presidente do BC — chamado pelo presidente da República de “esse cidadão” —, o petista disse, durante entrevista em Londres após a coroação do rei Charles III, que o atual chefe da autoridade monetária o prejudica deliberadamente para agradar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quem o indicou em 2019. “Duvido que esse cidadão tenha mais autonomia que o [ex-presidente do BC Henrique] Meirelles teve. Só que o Meirelles tinha responsabilidade de ter um governo discutindo com ele, olhando as preocupações. Esse cidadão não tem. Ele não tem nenhum compromisso comigo. Ele tem compromisso com quem? Com o Brasil? Não tem. Ele tem compromisso com o outro governo, que o indicou. E com aqueles que gostam de taxa de juros alta. Não há outra explicação”, disse Lula. As declarações, porém, não foram bem recebidas em Brasília, onde o presidente desembarcou nesta madrugada, após voltar do Reino Unido. Segundo apuração da repórter Luciana Verdolin, da Jovem Pan News, nem mesmo os aliados aprovaram a subida de tom do chefe do Executivo. Eles avaliam que, em vez de criticar o Banco Central, o governo federal deveria apresentar medidas para incentivar a queda da Selic. Já os oposicionistas criticaram as duras palavras usadas pelo presidente. O senador Sergio Moro (União Brasil-PR), por exemplo, citou a ida do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga a uma comissão do Senado para aumentar a fervura sobre o desafeto político. “Lula voltou a fazer ataques pessoais contra o presidente do Banco Central. É só o que sabe fazer um governo que não tem plano, não tem projeto, não sabe controlar gastos, não tem nada. Caminhamos para o ‘fiasco’ anunciado pelo Armínio Fraga”, disse o ex-juiz federal. A crítica do economista referida por Moro foi sobre o arcabouço fiscal. “A aritmética não fecha. Não é suficiente zerar o primário. Pode desembocar em um grande fiasco”, alertou Fraga, que manifestou voto em Lula no segundo turno das eleições de 2022. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa Alta, disse que o presidente falou “lulices” em sua passagem por Londres. “Ele nunca entendeu a diferença entre políticas de governo e políticas de Estado. Aliás, essa é a raiz da corrupção, aparelhamento e corporativismo dos governos do PT”, declarou. O mercado, por sua vez, fica apreensivo com a guerra aberta entre o governo federal e o Banco Central. Durante participação no Jornal da Manhã, o economista Hugo Garbe desaprovou a cruzada petista contra a autoridade monetária. “É muito claro para o mercado que o Banco Central — e não quero aqui individualizar o BC na figura do Campos Neto, porque é um órgão técnico, com muita gente competente — tem feito o seu dever de casa. Comparado a outros bancos centrais, como o americano e o europeu, o Banco Central brasileiro foi o mais eficiente no combate à inflação. Fomos o primeiro a elevar juros no começo da pandemia, e essa iniciativa precoce que faz com que a inflação brasileira seja a primeira com indícios de decrésicimo. O mercado sabe que a taxa de juros é alta, mas necessária pelo momento que o mundo”, disse. Nesta segunda-feira, os olhos do país estarão atentos para a reação da Bolsa de Valores brasileira às palavras de Lula. Na terça, o Copom detalhará em sua ata por que decidiu manter os juros em patamar tão alto. JovemPan
- Com voto de Gilmar Mendes, STF forma maioria para tornar réus mais 250 denunciados pelo 8 Janeiro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depositou o seu voto de maneira favorável para aceitar as novas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 250 manifestantes que participaram dos atos de vandalismo e depredações à sede dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de Janeiro. Essa nova leva se junta aos outros 300 que haviam se tornado réus em dois julgamentos semelhantes na Corte. Ao todo, 1.390 pessoas são suspeitas de participar ou incentivar a depredação do Palácio do Planalto, da Suprema Corte ou do Congresso. Em vez de individualizar cada caso, a PGR vem apresentado as denúncias em bloco — foram 100 no primeiro, 200 no segundo e 250 neste último, cujo placar no STF até agora é de 6 votos favoráveis a tornar réus os denunciados e apenas 1 contrário (ou seja, já há maioria). Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Rosa Weber acompanharam o entendimento do relator Alexandre de Moraes. Até agora, apenas André Mendonça se posicionou de maneira contrária. O indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aceitou receber as acusações contra apenas 50 dos envolvidos nos atos de invasão e vandalismo à sede dos Três Poderes. Ainda faltam votar Luís Roberto Barroso, Nunes Marques e Luiz Fux. Como Ricardo Lewandowski se aposentou no dia 11 de abril, o Supremo não conta com o voto de um 11º magistrado. Para a próxima segunda-feira, 8, está agendado o fim do prazo de votação e manifestações dos membros do STF para o caso. Nos dois julgamentos anteriores, o Supremo decidiu por aceitar as denúncias e abrir ações penais contra 300 acusados por participarem dos atos antidemocráticos. Desde a realização dos ataques, a Procuradoria-Geral da Repúblicajá apresentou denúncias contra 1.390 pessoas por envolvimento nos atos de vandalismo, sendo 239 de executores e 1.150 de incitadores — além de um agente público suspeito de omissão. Os executores são acusados de praticar os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Já os incitadores, caso se tornem réus, responderão por motivação equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais, além de associação criminosa. JovemPan
- Após adiamento do PL das Fake News na Câmara, STF vai julgar marco civil da internet; veja agenda
A semana começa com desafios para o Palácio do Planalto junto ao Congresso Nacional. Isso porque, após duas grandes derrotas na Câmara dos Deputados, o Executivo pode enfrentar um novo revés, desta vez no Senado Federal. O grupo petista enfrentou ao longo da última semana duas inesperadas derrotas na Casa Baixa: a primeira representada pelo adiamento da votação do PL das Fake News, com o texto retirado de pauta por falta de votos para aprovação, e o segundo com a aprovação do projeto de decreto legislativo (PDL) que derruba os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que alteraram as regras do Marco Legal do Saneamento Básico. Entre membros da oposição, a expectativa é que o Senado Federal aprecie o PDL ainda nesta semana. Parlamentares ouvidos pela Jovem Pan News afirmam que o clima na Casa Alta é de manter a decisão dos deputados a respeito do PDL do saneamento. Ou seja, impor uma nova derrota ao Planalto. Entretanto, senadores aliados do Executivo garantem que o texto deve ser pautado apenas na semana seguinte – de 12 a 16 de maio. Nesta semana, a Câmara dos Deputados também vai receber mais um ministro para audiência. Desta vez, o chefe do Ministério das Cidades, Jader Barbalho Filho (MDB) é aguardado na Comissão de Saúde para prestar informações sobre o saneamento básico no Brasil. Segundo o requerimento da deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), a expectativa é que o ministro seja questionado sobre os decretos assinados por Lula – e já derrubados pelos deputados – que revogam outras regulamentações editadas em 2020 e 2021.”O governo que se apresenta como salvador dos pobres propõe, por meio de decreto, estancar os avanços da Lei nº 14.026/2020 e voltar ao modelo de monopólio estatal, sem necessidade de licitações, que se mostrou ineficiente e extremamente danoso para nosso país”, argumenta a parlamentar. Ainda no âmbito do Legislativo, a agenda do Congresso Nacional também prevê reuniões das comissões mistas das medidas provisórias 1165 e 1164, que buscam regularizar o Programa Mais Médicos e o Bolsa Família, respectivamente. No Judiciário, o principal tema que pode ir a julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) é o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O ministro Dias Toffoli, relator no caso na Corte, liberou para julgamento a ação que questiona a constitucionalidade do trecho que define que as plataformas digitais só têm responsabilidade pelos conteúdos ilícitos se não tomarem providências para a exclusão das postagens. A decisão ocorreu dois dias após a Câmara dos Deputados adiar a votação do Projeto de Lei 2630/2020. A data para análise do processo pelos ministros dependerá da definição da presidente do Supremo, ministra Rosa Weber. No entanto, a expectativa é que o tema seja incluído na pauta de julgamentos ao longo da semana, o que aumenta a pressão para que os deputados analisem a regulação das plataformas digitais. O STF também encerra na segunda-feira, 8, desta vez em plenário virtual, o julgamento que torna réus 250 cidadãos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. Ainda em Brasília, a semana também será marcada por dois depoimentos importantes. O primeiro deles é do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres. A oitiva, agendada para a segunda-feira, 8, estava inicialmente marcada para acontecer em 24 de abril. No entanto, os advogados entraram com um recurso pedindo que o depoimento fosse adiado, após piora no estado emocional do ex-ministro da Justiça. “Nesse cenário, a psiquiatra da Secretaria de Saúde do DF que o atende atestou, em 22/04/2023, a impossibilidade de Anderson Torres ‘comparecer a qualquer audiência no momento por questões médicas (ajuste medicamentoso), durante 1 semana’”, dizia a defesa no documento. Anderson Torres está preso desde 14 de janeiro por suposta omissão no episódio do 8 de Janeiro. Porém, a nova oitiva ocorre no âmbito do inquérito que investiga possível interferência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no 2º turno das eleições de 2022. Torres irá depor na condição de declarante e, por isso, poderá permanecer em silêncio. Outro depoimento que pode marcar a semana é o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito da investigação da Polícia Federal sobre fraudes em dados de vacinação contra a Covid-19 através da inserção de dados falsos em sistemas do Ministério da Saúde. Como a Jovem Pan mostrou, a PF apura se o cartão de vacinação de Bolsonaro e de sua filha Laura teriam sido fraudados. Com a inserção de dados falsos, os beneficiados eram capazes de burlar restrições sanitárias, o que o ex-presidente nega. “Não tomei vacina. Não existe adulteração da minha parte, não tomei a vacina”, afirmou. Além do político e da filha, os certificados de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente, e de sua família também teriam sido alterados. Durante a operação, Mauro Cid foi preso pelos agentes da PF, assim como outros ex-seguranças próximos a Bolsonaro. O ex-ministro Fabio Wajngarten afirmou na semana passada que o ex-presidente prestará depoimento na PF quando a defesa obtiver acesso aos autos da Operação Venire. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, retirou na última quarta-feira, 3, o sigilo dos documentos que envolvem a operação policial e determinou a oitiva de todos os envolvidos. JovemPan
- Anderson Torres depõe à PF nesta segunda-feira sobre operação da PRF no 2º turno das eleições
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres presta depoimento nesta segunda-feira, 8, à Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito que investiga ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o 2º turno da eleição presidencial. A denúncia é de que a PRF teria feito blitz para dificultar a chegada de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos locais de votação. Na época, o Ministério da Justiça negou as denúncias, assim como a PRF. Diante do inquérito, a expectativa é pelo depoimento de Torres, que segue preso há quatro meses em um batalhão da Polícia Militar em Brasília no inquérito que investiga os atos de 8 de Janeiro. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que esteve com Torres neste domingo, 7, fez questão de ressaltar que o ex-ministro está disposto a prestar depoimentos e esclarecer todas as dúvidas da PF. “Ele está com a consciência tranquila, porque era função dele tomar algumas atitudes. Agora, você não pode, em um processo, deixar um cara preso em função de outro inquérito diferente. Ele vai esclarecer tudo isso. Ele quer esclarecer”, disse Izalci. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o depoimento por considerar que o ex-ministro é acompanhado por um médico que informou que os remédios de Torres foram reajustados e que, por isso, ele teria condições de prestar depoimento. Moraes também lembrou que Torres tem o direito de permanecer em silêncio, mas os senadores que visitaram Torres explicaram que ele não se negará a prestar o depoimento. Torres recebeu a visita de oito parlamentares, que avaliaram que a manutenção da prisão de Torres é ilegal. Por isso, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) defende a necessidade de cumprimento da legislação. “A Constituição está sendo desrespeitada. A gente não está pedindo clemência ou compaixão. A gente está pedindo que seja observada a lei do país. A Constituição não pode ser vilipendiada por aqueles que deveriam ser os primeiro guardiões. Anderson Torres é o símbolo nacional da injustiça que está acontecendo no Brasil com relação a uma prisão arbitrária que já ultrapassou todos os limites e que o cidadão de bem quer que a Constituição seja cumprida”, disse Girão. Nesta semana, senadores pretendem procurar demais ministros do STF e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para discutir o assunto. JovemPan
- Jornal Gazeta de Varginha Edição 11.190
Clique no link abaixo para o Download do jornal digital completo.
- IBGE vai realizar concurso público com 3 mil vagas e salários de até R$ 9 mil
Depois de fazer contratações temporárias para suprir vagas surgidas, a exemplo do Censo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) solicitou a abertura de concurso público para preencher 3.044 vagas ainda neste ano de 2023. O pedido já está inserido no pacote de autorizações do governo, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. Serão 1.848 vagas para o ensino médio e 1.196 para o nível superior. A remuneração inicial para as vagas de ensino médio é de R$ 3.677,27 para o cargo de técnico em informações geográficas e estatísticas. Já para o nível superior, há disponível os cargos de analista em planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas (588), tecnologista em informações geográficas e estatísticas (597) e pesquisador em informações geográficas e estatísticas (11). Analistas e pesquisadores têm as remunerações iniciais de R$ 8.488,47 e R$ 9.389,06. Ainda não há informações sobre datas e taxas para inscrições do concurso. Mas sabe-se que as vagas serão para , além de Minas Gerais e do Distrito Federal, também para os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, , Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Fonte: André Vince
- FIEMG avalia decisão do Banco Central sobre taxa de juros
A FIEMG vê com preocupação a manutenção da taxa de juros em patamar elevado (13,75%), anunciada na última quarta-feira (03/05) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), tendo em vista as consequências negativas para a atividade econômica brasileira. As taxas de juros elevadas podem dificultar o acesso das empresas ao crédito e inibir investimentos, comprometendo o bem-estar da população e o progresso do país. Para garantir um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico, é fundamental o estabelecimento de um arcabouço fiscal que ajude a ancorar as expectativas e reduzir os prêmios de risco. Além disso, é necessária a promoção de reformas que aumentem a eficiência dos gastos do governo e auxiliem na diminuição da inflação e das taxas de juros de médio e longo prazos. Apenas dessa forma será possível alcançar um crescimento econômico sustentável e duradouro do país. Fonte: FIEMG
- Rádio Melodia é escolhida a melhor emissora de Varginha
O resultado foi anunciado na noite do último sábado (29/4), em Baile de Gala no Clube de Varginha. O evento promovido por Paulo Sérgio Produções e Eventos, está em sua 15ª edição. A Rádio Melodia FM foi escolhida como melhor emissora da cidade. O programa de Música Sertaneja Recordando meu Sertão, apresentado por Barreto, foi eleito o melhor da cidade. Carlos Fernando foi eleito melhor locutor de rádio de Varginha. O Bola na Rede (com Henrique Lemes, José Aladir e convidados) foi escolhido como melhor programa esportivo de rádio. José Aladir também foi eleito melhor comentarista esportivo, ao lado de Renato Braz, da Rádio Clube Varginha. O diretor da Rádio Melodia, Thibé, disse que, “Esse resultado é fruto dos excelentes profissionais que temos na emissora, aliado a uma programação moderna, diversificada e de qualidade, sempre lembrando que somos uma emissora cultural”.
- Varginha apoia encontro de inovação promovido pela Unifal
O Encontro de Atores da Comunidade de Empreendedorismo e Inovação de Varginha e Região está marcado para hoje, sábado, dia 6 de maio. O evento acontecerá no auditório da Unifal-MG - Campus Varginha, localizado na Av. Celina Ferreira Ottoni, 4000, das 8h30 às 12h00. O Encontro tem o objetivo de promover uma atualização sobre o ecossistema de empreendedorismo e inovação em Varginha e região. Além de promover o networking e informar as pessoas sobre as oportunidades existentes na comunidade. O evento contará com a presença de representantes das empresas, do governo, de pesquisadores, instituições de apoio, investidores e, principalmente, dos empreendedores do ecossistema regional de inovação. A programação conta com palestras e painéis onde serão debatidos os caminhos para fortalecer o desenvolvimento econômico local, com apoio das instituições de ciência, tecnologia e inovação e o mercado. Os participantes terão a oportunidade de discutir tendências, compartilhar experiências e ampliar seu networking. Para o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, que na ocasião será panelista, Juliano Cornélio, o encontro de inovação em Varginha é um evento de grande relevância para a cidade e região, pois promove a disseminação do conhecimento e das práticas inovadoras, estimulando a geração de novas ideias e soluções para os desafios enfrentados pelos diversos setores da economia local. Juliano ainda comenta que o evento proporciona um ambiente propício para networking e troca de experiências entre os participantes, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de inovação na região. De acordo com o Professor Hélio Lemes Costa, o objetivo do encontro é reconectar os agentes e atores da comunidade de Varginha e região que estão ligados a inovação e empreendedorismo para uma retomada de abertura de oportunidades para o crescimento econômico local através da criação de empresas de base tecnológica, contribuindo com a geração de empregos, gerando qualidade de vida e negócios sustentáveis por meio do empreendedorismo. O Encontro de Inovação de Varginha é uma oportunidade imperdível para empreendedores, investidores e especialistas do mercado que buscam se atualizar sobre o ecossistema de empreendedorismo e inovação de Varginha e região. Para se inscrever gratuitamente e obter mais informações sobre o evento, acesse o instagram da Liga de Empreendedorismo da Unifal: @unifactory_unifal. Garanta sua participação. Programação 8h30 – Recepção de convidados e convidadas 9h00 – Apresentação do mapeamento do ecossistema de inovação local 9h30 – Painel 1 – sobre oportunidades na comunidade de empreendedorismo e inovação -Representante de uma startup local (Simplifica Fretes) -Sebrae regional Sul de Minas -Secretaria de Desenvolvimento Econômico -Especialista em direito para startups -Hub de inovação Cesullab 10h30 – Coffee break e networking 11h00 – Painel 2 – relações das instituições de ensino e pesquisa com o mercado -Representantes de uma startup local (Guiia) -Representante de uma plataforma de crowdfunding de investimentos em startups -Representantes das instituições de ciência e tecnologia (CEFET e Unifal) 12h00 - Encerramento.


























_jpg.jpeg)
.png)