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Rússia vai considerar qualquer navio com destino à Ucrânia um potencial "inimigo"

  • 20 de jul. de 2023
  • 2 min de leitura


O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta quarta-feira (19) que todos os navios que estiverem indo para a Ucrânia serão considerados pelos russos como fornecedores de carga militar aos ucranianos.
A declaração foi publicada no Twitter. O Ministério afirmou que regiões do Mar Negro são consideradas inseguras para navegação.

O comunicado ainda faz uma ameaça aos países cuja bandeira aparece nos navios que estiverem indo aos portos da Ucrânia: os russos vão considerar que esses países assumiram o lado da Ucrânia na guerra.
A bandeira dos navios

A bandeira dos navios representam o país em que a embarcação está registrada. Todos os navios que navegam em alto mar precisam estar registrados em um país, e esse país é representado na bandeira que o barco mostra.
Em julho de 2022, a Rússia aceitou um acordo que, na prática, permitia a navegação pelo Mar Negro durante a guerra para escoar a produção agrícola da Ucrânia. Esse acordo vigorou por cerca de um ano, mas nesta semana a Rússia se recusou a prorrogar o acordo.

Na terça-feira, o governo russo disse que havia novos riscos no Mar Negro depois da suspensão do acordo.
Ataques aos portos da Ucrânia
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou nesta quarta-feira (19) a Rússia de ter atacado deliberadamente as infraestruturas utilizadas para a exportação de grãos.

Após uma segunda noite consecutiva de bombardeios em Odessa, uma cidade portuária estratégica do sul, o presidente ucraniano acusou, no Telegram, as tropas russas de apontar "de maneira deliberada contra as infraestruturas do acordo sobre grãos", graças ao qual Kiev exportava sua produção agrícola, crucial para a alimentação mundial.
Segundo o ministério responsável pela reconstrução da Ucrânia os ataques atingiram os terminais de grãos e as infraestruturas portuárias de Odessa e Chornomorsk, causando danos nos armazéns e cais do porto de Odessa.
O ministério ucraniano de Agricultura informou que 60 mil toneladas de grãos foram destruídos no porto de Chornomorsk.

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Gazeta de Varginha

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