19 pessoas são presas em Bilbao após incêndios e tumultos; em Barcelona, operação prende 128
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A noite de segunda-feira (26) registrou cenas de violência em Bilbao, no norte da Espanha: grupos de pessoas incendiaram carros e lixeiras nas ruas, gerando fogo e fumaça visíveis em vários pontos da cidade. A polícia deteve 19 pessoas, das quais sete são menores de idade. O conselheiro de Segurança do governo basco, Bingen Zupiria, afirmou que "grupos organizados" estão por trás dos acontecimentos e chamou atenção para um detalhe relevante: a maioria dos presos não tem antecedentes criminais, o que dificulta traçar um perfil convencional de participantes. As circunstâncias exatas e a existência de coordenação entre os grupos ainda estão sendo investigadas.
O episódio em Bilbao ocorre poucos dias após ação de proporções maiores em Barcelona, na noite de sábado (24). Cerca de 600 pessoas se reuniram na região central da cidade, mas, segundo a ministra do Interior da Catalunha, Núria Parlon, "não participavam de nenhuma manifestação" nem defendiam reivindicações conhecidas. Em poucos minutos, porém, grupos encapuzados passaram a atirar objetos contra policiais, atear fogo em contêineres e saquear lojas — ao todo, 23 estabelecimentos foram vandalizados, incluindo uma joalheria na famosa via La Rambla. A polícia catalã prendeu 128 pessoas.
O prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, não descartou vínculo com movimentos mais amplos: "isso pode estar relacionado a alguns dos apelos feitos em várias capitais europeias". De fato, no mesmo fim de semana, ocorreram manifestações em Paris, Madri e outras cidades contra o aumento do custo de vida, a crise de moradia e a falta de investimentos em educação — porém essas transcorreram de forma pacífica. A distinção é destacada pelas autoridades: em Barcelona e Bilbao, não havia pauta visível nem organização conhecida, o que levanta dúvidas sobre a natureza dos grupos que promoveram a destruição.
Collboni foi firme nas consequências: "Haverá responsabilização para os adultos e também para os responsáveis legais pelos menores envolvidos, na esfera jurídica e também financeira". A postura reflete a tentativa de conter a disseminação de violência que pode se aproveitar de agitações sociais para espalhar-se sem pauta clara. Enquanto governos regionais reforçam policiamento, a Europa acompanha: a insatisfação popular é real e legítima, mas a forma como ela se manifesta — pacífica ou destrutiva — definirá o rumo dos próximos movimentos.
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