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Rússia atinge Ponte Sul em Kiev com dezenas de mísseis e drones; Zelensky fala em escalada sem precedentes

há 52 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A Rússia desferiu na noite desta terça-feira (27) um dos maiores ataques contra a capital ucraniana dos últimos meses, atingindo diretamente a Ponte Sul, uma das principais vias de ligação entre as margens do rio Dnipro em Kiev. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou que foram lançados 16 mísseis balísticos e mais de 280 drones, com alvos espalhados por 11 regiões do país — de Vinnytsia a Odessa, de Kharkiv a Chernivtsi. "Tragicamente, houve vítimas e impactos em Kiev", escreveu Zelensky na rede social X, classificando a ofensiva como "grave escalada" voltada deliberadamente contra a infraestrutura logística e civil da Ucrânia.

Entre os locais atingidos, um campus universitário na capital teve 12 feridos — cinco deles estudantes e funcionários — segundo atualização do próprio presidente. O ataque ocorreu enquanto equipes de emergência ainda atendiam os primeiros danos, aumentando o risco para socorristas e moradores. A dimensão da ofensiva reforça a intensificação dos bombardeios, em um momento em que a postura dos Estados Unidos tornou-se menos favorável a Kiev, com o presidente Donald Trump flexibilizando sanções e sugerindo que Zelensky deveria deixar o poder.

Em meio à piora no campo de batalha, surgiu iniciativa diplomática inédita: os presidentes da Finlândia, Alexander Stubb, e da Noruega, Jonas Gahr Støre, romperam com o isolamento de Vladimir Putin e conversaram diretamente com ele por telefone, em seguida falaram também com Zelensky. A ação representa mudança de postura na Europa Ocidental, que desde 2022 evitava contatos diretos com o Kremlin. "O desfecho desta guerra afeta diretamente nossa segurança", justificou Stubb, ressaltando que ambos os países seguem apoiando a Ucrânia e defendendo desescalada.

O Kremlin, porém, não sinalizou qualquer recuo: em comunicado, Putin condicionou a paz ao reconhecimento "incondicional" dos interesses russos e acusou a OTAN e a União Europeia de prolongarem o conflito. A divergência de posições deixa clara a divisão internacional: enquanto a Europa busca interlocução própria, sem depender de Washington, a aproximação entre Trump e Putin — com acordos de fornecimento de combustível e afrouxamento de restrições — isola ainda mais a Ucrânia, que enfrenta não só a pressão militar, mas também a incerteza sobre o futuro de seus aliados.

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