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Acidentes na Via Expressa de BH crescem mesmo após redução do limite de velocidade

  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
fonte: o tempo
A redução do limite de velocidade na Via Expressa de Belo Horizonte, de 80 km/h para 60 km/h, implementada em junho deste ano, não resultou em diminuição no número de acidentes registrados no trecho. Dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) apontam que, entre junho e novembro de 2025, foram contabilizadas 340 ocorrências na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, número cerca de 7% superior aos 316 registros do mesmo período de 2024 pasted.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), apesar do aumento geral, houve mudança no perfil das ocorrências. Acidentes sem vítimas passaram de 256 para 296, enquanto os sinistros com vítimas caíram de 60 para 44 no comparativo entre os dois períodos. Ainda assim, em 2025 foram registradas duas mortes na via, contra nenhuma no mesmo intervalo do ano anterior pasted.
O levantamento indica que as principais causas presumidas dos acidentes em 2025 foram falta de atenção, não manter distância segura, ultrapassagens forçadas e outras infrações de trânsito. A Via Expressa é uma das principais ligações entre Belo Horizonte e Contagem, com intenso fluxo diário de veículos leves e pesados pasted.
Para a subsecretária de Operações de Transporte e Trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR), Jussara Bellavinha, o período analisado ainda é curto para uma avaliação definitiva dos impactos da mudança. Ela ressalta que os números de acidentes vêm crescendo em toda a cidade e que análises mais precisas exigem comparações com vias de características semelhantes, além da consideração de outros fatores, como fiscalização e comportamento dos condutores pasted.
A subsecretária também destacou que a presença de campanhas educativas e fiscalização mais intensa contribuiu para a redução temporária de acidentes com vítimas em alguns meses, mas que muitos motoristas passam a desrespeitar as regras ao identificar a localização dos radares. Outro ponto levantado é o aumento significativo da circulação de motocicletas, envolvidas em cerca de 75% dos acidentes, apesar de representarem aproximadamente 20% da frota em circulação, cenário classificado por ela como uma “epidemia de acidentes” pasted.
Especialistas em trânsito avaliam que a redução da velocidade, isoladamente, não garante a queda no número de acidentes, embora possa diminuir a gravidade dos impactos. Eles defendem a adoção de um conjunto de medidas, que envolva infraestrutura viária, fiscalização efetiva, educação no trânsito e análise constante do comportamento dos usuários da via pasted.
Outro fator que pode influenciar o cenário é a inoperância dos radares instalados na Via Expressa. De acordo com a apuração, os equipamentos ainda aguardam homologação, o que pode contribuir, ainda que de forma marginal, para comportamentos irregulares por parte dos motoristas

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Gazeta de Varginha

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