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Acrobacia financeira expõe rotina de aperto e revela que só 23% conseguem economizar

  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
A vida financeira dos brasileiros continua marcada por improvisos diários que, segundo um novo estudo, seguem padrões claros. O levantamento “Acrobacia Financeira”, realizado pelo Banco Inter em parceria com a Consumoteca, aponta que menos de 30% da população considera ter organização nas contas, enquanto apenas 23% conseguem poupar com frequência.
A instabilidade pesa no emocional. Entre quem vive “no limite”, o nível de ansiedade se aproxima de 7 em uma escala de 10, refletindo o estresse causado pela falta de controle financeiro. Nesse cenário, muitos recorrem ao crédito como alternativa imediata.
Mais da metade dos entrevistados utilizou algum tipo de crédito no último ano, sobretudo aqueles com maior vulnerabilidade financeira. Ainda assim, quase metade teve solicitações negadas, ampliando a sensação de insegurança e a percepção de pouca transparência por parte das instituições bancárias.
Durante o lançamento da ferramenta “Meu Crédito”, criada para orientar clientes no processo de regularização financeira, o CEO Brasil do Inter, Alexandre Riccio, destacou a necessidade de clareza nas respostas sobre a concessão de crédito.“Qual que é a abordagem [dos bancos]? Seu crédito foi negado. Ah, por que foi negado? Porque sim. Mas por quê? Porque eu que decido. Não deveria ser assim”, afirmou, defendendo explicações baseadas em fatores objetivos e ações possíveis por parte do consumidor.
A pesquisa, realizada com 1.500 participantes em todas as regiões do país, também revela que 91% reconhecem a necessidade de aprender mais sobre educação financeira. No entanto, esse conhecimento não chega de forma efetiva a quem mais precisa, por falta de tempo, estabilidade e ferramentas práticas de planejamento.
Nesse vazio, ganham espaço os chamados “hacks financeiros”, como pagar contas no cartão para ampliar prazos, parcelar Pix ou quitar apenas o valor mínimo em momentos de aperto — estratégias que mostram criatividade, mas também evidenciam a fragilidade do orçamento das famílias brasileiras.

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Gazeta de Varginha

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