Advogado de Daniel Vorcaro pede ao STF que visita ao banqueiro não seja gravada em presídio federa
há 6 horas
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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que a primeira conversa entre advogados e o investigado na prisão não seja gravada. O pedido foi direcionado ao ministro André Mendonça, relator do caso no tribunal.
Segundo os advogados, desde que Vorcaro foi preso preventivamente eles ainda não conseguiram ter um contato reservado com o cliente. A solicitação busca permitir que a equipe jurídica tenha uma conversa inicial para discutir a estratégia de defesa e os próximos passos da investigação.
O problema é que, no sistema penitenciário federal, todas as conversas entre presos e advogados costumam ser gravadas em áudio e vídeo como parte do protocolo de segurança. Por isso, para que o encontro ocorra sem gravação, é necessária autorização judicial específica.
Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília, uma unidade de segurança máxima destinada a detentos considerados de alta periculosidade ou envolvidos em investigações complexas. Nessas unidades, o monitoramento é constante e inclui vigilância por câmeras, controle rígido de visitas e protocolos de segurança mais restritivos.
A defesa argumenta que a ausência de comunicação reservada pode prejudicar a elaboração da estratégia jurídica do investigado. Os advogados afirmam que a possibilidade de conversar de forma privada com o cliente é necessária para tratar de temas relacionados à investigação e à própria defesa.
O pedido ocorre no contexto das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, que apuram suspeitas envolvendo operações financeiras e possíveis irregularidades. O banqueiro foi preso em uma operação da Polícia Federal e posteriormente transferido para o sistema penitenciário federal por decisão do STF.
Até o momento da publicação da reportagem, o ministro responsável pelo processo ainda não havia se manifestado sobre o pedido da defesa. A decisão sobre permitir ou não a conversa sem gravação depende da avaliação do relator no Supremo.
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