Advogado de ex-CEO da Victoria’s Secret é flagrado dizendo “vou te matar” durante depoimento sobre o caso Jeffrey Epstein
há 7 horas
2 min de leitura
Reprodução
No depoimento do bilionário Leslie Wexner, ex-CEO da Victoria’s Secret, ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, uma fala de seu advogado foi captada por um microfone aberto e se tornou foco de atenção pública por ter sido interpretada como uma advertência ao cliente durante a oitiva sobre seus vínculos com o financista condenado Jeffrey Epstein.
O episódio ocorreu durante a audiência no Congresso dos EUA, em que Wexner, de 88 anos, prestou esclarecimentos ao comitê na quarta-feira (18 de fevereiro de 2026) sobre sua relação com Epstein, que morreu em 2019, oficialmente por suicídio enquanto cumpria pena por crimes de tráfico sexual de menores.
Nas imagens divulgadas pelo comitê na quinta-feira (19 de fevereiro), o advogado de Wexner, Michael Levy, cochicha ao ouvido do cliente e, por ter sido registrado por microfone aberto, a frase ficou pública. “Eu vou te matar se você responder outra pergunta com mais de cinco palavras, entendeu?”, sussurrou o defensor, segundo a transcrição e áudio captados, enquanto orientava que Wexner fosse mais breve e conciso nas respostas durante o interrogatório.
No momento em que a advertência foi captada, o próprio Wexner sorriu e respondeu “ok”, e em seguida Levy o incentivou a responder de forma mais objetiva às perguntas dos parlamentares.
Wexner depôs perante o comitê após ter sido citado em arquivos relacionados ao caso Epstein divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA, que associam seu nome a documentos e registros envolvendo o financista e sua extensa rede de relações.
Durante o depoimento, o bilionário afirmou não ter “testemunhado, tolerado ou acobertado” nenhum dos crimes sexuais de Epstein, negou conhecimento de atividades criminosas e afirmou que havia rompido relações com o financista há quase 20 anos, após passar a considerá-lo um “abusador” e “mentiroso”.
Embora tenha sido o principal cliente de Epstein por cerca de duas décadas, Wexner não é formalmente acusado de crime neste processo e depôs como parte de investigações parlamentares e de supervisão, não de uma ação penal contra ele.
O contexto dessa oitiva faz parte de um desdobramento mais amplo das análises dos arquivos e documentos que vieram a público sobre Epstein e suas conexões com figuras influentes de negócios, política e outras esferas, mantendo o caso sob forte atenção internacional.
Comentários