top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Advogado de Virginia Giuffre fala sobre Andrew Mountbatten-Windsor enquanto ex-príncipe é detido no Reino Unido

  • 19 de fev.
  • 3 min de leitura
Reprodução
Reprodução

No mesmo dia em que o advogado da falecida Virginia Giuffre chamou publicamente atenção para o papel do ex-membro da realeza britânica Andrew Mountbatten-Windsor em relação aos acontecimentos envolvendo o financista Jeffrey Epstein, o ex-príncipe foi detido pela polícia do Reino Unido na manhã de 19 de fevereiro de 2026, em meio a uma investigação criminal em andamento que apura possíveis irregularidades em sua conduta no passado.

O advogado David Boies, que representou Giuffre em ações judiciais e na defesa de seus interesses legais, voltou a exortar Andrew Mountbatten-Windsor a cooperar com as autoridades dos Estados Unidos, afirmando que ele tem “uma obrigação de dizer o que sabe” sobre o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, e sugerindo que, caso o ex-príncipe tema ser preso nos Estados Unidos, deveria ser oferecido a ele “safe passage” para testemunhar sem risco de detenção. Boies declarou em entrevista: “he’s got an obligation to tell what he knows. Now, I also think that if he’s afraid of being arrested in the United States, we ought to give him safe passage to come to the United States to testify, because we don’t want there to be any excuse for him not coming and telling what he knows.”

O comentário do advogado surge em meio a um intenso escrutínio público e judicial sobre o papel de Mountbatten-Windsor nas redes de influência e relações com Epstein, cuja morte em 2019 não encerrou as revelações e documentos relacionados ao caso, incluindo e-mails e arquivos que têm continuado a alimentar debates e procedimentos legais nos Estados Unidos e no exterior.

Paralelamente a essa manifestação do advogado, a polícia britânica procedeu à prisão de Andrew Mountbatten-Windsor em uma investigação liderada pela Thames Valley Police sob suspeita de “misconduct in public office” (má conduta no exercício de cargo público), apontando para possíveis irregularidades relacionadas ao seu desempenho como enviado especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011.

A detenção ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2026, coincidindo com o 66º aniversário do ex-príncipe, e foi confirmada por fontes policiais que não nomearam oficialmente o detido, descrevendo-o apenas como “um homem na casa dos sessenta anos” residente em Norfolk, um procedimento comum nas diretrizes legais britânicas que evitam a divulgação de nomes de suspeitos em estágios iniciais de investigação.

Segundo relatos de agências internacionais, as autoridades conduziram buscas em endereços ligados ao ex-príncipe em Norfolk e em Berkshire, incluindo sua residência no Sandringham Estate, onde ele foi visto sendo detido por policiais não uniformizados, enquanto veículos descaracterizados foram registrados nas proximidades.

A investigação está vinculada à análise de documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que sugerem que, no contexto de suas funções oficiais como representante comercial do Reino Unido, Mountbatten-Windsor teria compartilhado relatórios e informações confidenciais com Jeffrey Epstein em 2010 e possivelmente viabilizado contatos que não se alinhavam com os interesses estatais.

O ex-príncipe sempre negou quaisquer irregularidades relacionadas a Epstein ao longo dos anos, embora seu relacionamento com o financista tenha sido motivo de crítica pública e de processos judiciais. Em 2022, ele chegou a um acordo em uma ação civil movida por Virginia Giuffre, sem admitir culpa, mas com pagamento de uma quantia financeira — uma medida que não encerrou as controvérsias e que foi acompanhada por manifestações de diversas partes do sistema de justiça norte-americano antes da morte de Giuffre em 2025.

Desde então, as revelações sobre e-mails e arquivos relacionados a Epstein continuaram a emergir, alimentando debates legais e políticas sobre transparência, responsabilidade de autoridades públicas e redes de influência transnacional.

O caso se encontrava em estágios iniciais de investigação no Reino Unido no momento da detenção de Mountbatten-Windsor, e autoridades policiais não divulgaram detalhes finais sobre acusações específicas nem sobre possíveis desdobramentos próximos, mantendo o caráter de incerteza típica de procedimentos judiciais em andamento.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page